quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mais um vulto que nos deixou...

Um dia triste para a América Latina e para todos os que gostam de boa literatura. Gabriel Garcia Marquez, grande escritor Colombiano contemplado com o Prémio Nobel da Literatura de 1982, autor de verdadeiras obras primas como "Cem Anos de Solidão" - a sua obra mais marcante, quanto a mim, que li duas vezes -, "Crónica de uma Morte Anunciada", "O Amor nos Tempos de Cólera", entre outras, deixou-nos hoje, aos 87 anos de idade.
PAZ À SUA ALMA!


(...) Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida!… Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas: amo-te, amo-te. Convenceria cada mulher e cada homem de que são os meus favoritos e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens, provar-lhes-ia como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens… Aprendi que todos querem viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a rampa. Aprendi que quando um recém-nascido aperta, com sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do pai, tem-no prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, a mim não poderão servir muito, porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer.
( pequeno excerto da carta de despedida deixada por Gabriel Garcia Marquez)