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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Choro pelo que não fiz...


Perdoa.me, folha seca,
não posso cuidar de ti
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá.la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voante pelo meu jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
    (Cecília Meireles)


Neste dia especial da minha vida - 27/11/2015 . em que completo mais um ano no calendário da minha existência, deixo neste meu cantinho de escrita este belo poema que dedico aos meus netos que, neste momento, são os meus amores maiores.  
  


sábado, 23 de novembro de 2013

O que é bom perdura no tempo...

Para aquecer os corações nesta noite fria de Outono ( a lembrar o Inverno)!
 
Neil Diamond (Hello Again)
 
 

domingo, 17 de novembro de 2013

Que frio!


Tal como um bom filho, o frio acaba de regressar. E parece que já não há volta a dar. Pressinto que veio mesmo para ficar!.. Não o aprecio..., mas que fazer para o debelar? ( rimas?... Inspiração do frio??)
Pessoalmente, vou voltar a apostar  em bons agasalhos na rua  e no aquecimento possível cá em casa... O conforto da lareira acesa. Acendemo-la hoje, pela primeira vez neste outono. E que bem que se está por aqui!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um sabor diferente...

Uma calma e cinzenta manhã de novembro, a de hoje...

Decorre novembro,  cujo nome se deve à palavra latina novem (nove), dado que era o nono mês do calendário romano, que começava em março. No calendário gregoriano - o nosso -, de origem europeia, corresponde, como é sabido, ao décimo primeiro mês.
Gosto de todos os meses em geral, mas quem me conhece bem, sabe da minha preferência pelos meses da primavera e do verão. Depois, confesso, há outro - NOVEMBRO - pelo qual me sinto particularmente tocada. Atrevo-me a dizer que tem para mim "um sabor diferente". É que  para além de corresponder ao mês em que EU abri os olhos para a vida e para o mundo, sinto-o como um tempo sereno, doce e simpático, com características muito especiais, que, a meu ver, fazem do outono uma eclética estação do ano.
Passo a explicar. O verão começa a despedir-se em outubro e só se recolhe lá para os fins de novembro. Mas o frio, o vento e a chuva também não se inibem de aparecer e desaparecer, esporádica e sorrateiramente, fazendo dele um mês diferente. Não é em vão que na gíria popular se diz que "Novembro é quente no começo e frio no fim."
Por sua vez, é um mês muito calmo, que  apela à paz, à   tranquilidade e à união familiar. Que bom nos sentarmos em redor da boa mesa a saborear a gastronomia típica da estação.  Que bem que sabem o doce de tomate, a marmelada "clarinha", os marmelos cozidos em calda de açúcar ou assados com vinho do Porto, tudo confecionado - de preferência pelas avós - com muita mestria, dedicação e amor!!
E  que tal encontrar na rua aquele fogareiro onde crepitam e de  onde saltam, para além de um fumo esvoaçante e aromático, as deliciosas castanhas assadas que, envoltas em papel de jornal, nos aquecem as mãos e... a alma!?
E que dizer da festa e dos habituais magustos de São Martinho passados em ameno convívio com os amigos e /ou a família!?
E observar, especialmente ao fim do dia, as deslumbrantes paisagens outonais, de vários tons, num degradé que o pôr do sol lhes confere, e que quase nos extasiam!?

Não serão estas, para além de outras que não refiro, para não ser extensa - que extensa já vai a prosa -, razões mais que suficientes para que se sinta um carinho especial pelo mês que ora decorre?? EU SINTO!!
Afinal este é o "meu mês"... que, felizmente, se repete por mais um ano.
A vida é uma dádiva extraordinária! Sinto que é meu dever agarra-la com toda a força e energia e continuar nesta caminhada durante todo o tempo que estiver reservado para mim!

Já agora, para desmistificar um pouco a sagitariana romântica assumida - que eu sei que sou - deixo-vos com Vinícius de Morais, com o qual concordo, quando diz e... canta:
 
"AS MULHERES SAGITARIANAS
SÃO ABNEGADAS E BACANAS
MAS NÃO LHE VENHAM COM GROSSURAS
NEM INJUSTIÇAS OU CENSURAS
PORQUE ELA CUSTA MAS SE ESQUENTA
E PODE SER MUITO VIOLENTA
AÍ, O HOMEM QUE SE CUIDE
- TAMBÉM QUEM GOSTA DE CENSURA".

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"OUTONAL"

 
Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio...olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País de Vago...
 
Veludos a ondear...Mistério mago...
Encantamento...a hora que não esquece,
Que lança em mim a bênção dum afago...
 
Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
 Vestes a terra inteira de esplendor!
 
Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor... 
 
(Florbela Espanca)

sábado, 5 de outubro de 2013

IRRA!



Ora bem! Estava eu a preparar-me para um fim de semana de outono e, eis senão quando, a chuva, como que envergonhada, resolve dar lugar a um sol radioso, e os portugas - parece que se estende a todo o país -  estão a viver, ou a reviver,  um fim de semana estival. Que estou a adorar! E parece, a confiar nos meteorologistas (eu confio),que  na  semana que ora desponta, o sol vai continuar  a distribuir sorrisos.

Já aqui referi "enésimas" vezes que a chuva me deixa abatida. Para fazer frente a esses estados de alma, procuro dedicar-me a atividades que me absorvam, e as da cozinha são verdadeiramente terapêuticas. Foi assim que, num chuvoso dia, deitei mãos à obra e confecionei o outonal doce de tomate. A habitual desgraça "vermelha" que todos os anos nesta altura me faz ganhar peso a troco daquele sabor que facilmente me põe a salivar.

Mas... e o bolo da foto? - perguntarão. Pois... não estou grávida, que esse tempo já lá vai  e já deu os seus frutos. Os apetites é que ficaram... para sempre. Então, ontem, antes de me enfiar no vale dos lençóis, deitei mãos á obra e saiu assim um bolinho de maçã e nozes. De fazer água na boca! Metade já se foi...grande parte à minha conta.
Não há chá vermelho, nem verde, ou seja lá de que cor ou sabor, que queime as calorias em excesso!

Gulosa e glutona que baste! IRRA!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Primeira chuva de outono...

Acordei, hoje, ao som da chuva a cair lá fora. São os primeiros indícios da pluviosidade própria de um outono que se assume pujante e decidido! No início do verão quis acreditar nas previsões dos meteorologistas, de que iríamos ter um outubro veranil, mas rendo-me à evidência dos factos. Enganei-me, enganaram-me! ...

Hoje, pela manhã, choveu  bastante. Agora já se vislumbra uma boa réstia  de sol no horizonte. Não obstante, este é um dia cinzento de outono que não me impede de reconhecer  a beleza e a magia que caracterizam esta multicolorida e poética época do ano.
Eu gosto do outono! Dos dias lânguidos e preguiçosos, dos cheiros, das cores, dos deliciosos frutos da época, da temperatura amena, das gaivotas e das cegonhas nos seus rodopios outonais, do pôr do sol, das paisagens, umas mais áridas, outras salpicadas de cores a rondar as do arco íris... Também gosto muito da primavera ( que é, sem dúvida, a que mais agita os meus olhos e preenche o meu coração), e do verão.
O inverno é o meu calcanhar de Aquiles...OK! Reconheço que é uma estação do ano que, tal como as  suas congéneres, também tem os seus encantos - assinalo, entre outras, a época de Natal, de que gosto muito, e os serões passados no calor da família, junto à lareira. O que  não gosto mesmo - não aprecio - é daqueles dias, às vezes seguidos de noites, em que a chuva intensa  teima em cair, arrastando-se pelas noites adentro. E que dizer dos frios renitentes, em que por mais  que nos agasalhemos, continuam a regelar-nos os ossos e... a alma!? E das tempestades!?

Imaginem que ainda o outono não marcou posição, e eu já a pensar e a dissecar sobre o inverno... que ainda não chegou e, já agora,  desejo se mantenha por muito tempo lá pelo hemisfério onde anda...

São, nada mais nada menos, os estados do tempo,  que, gostando mais de uns do que de outros, há que aceitar com alegria e sorriso nos lábios!!

Mais difícil de digerir, muito desagradável e revoltante, foi o vandalismo perpetrado, durante a calada desta noite que passou, ao  carro do meu filho, que se encontrava estacionado à porta de casa, na zona da Grande Lisboa. Um inesperado assalto, pois...porque esta coisa dos assaltos e afins são sempre  inesperados - reveladores de mentes mal formadas e diabólicas (não lhes dá para bater com a cabeça nas paredes),  que se valem da crise financeira para justificar os seus atos violentos, de destruição e roubo.

Bem sei que a crise não ajuda, só que, independentemente da mesma, sempre houve, há e haverá vândalos e gente sem princípios prontos para  provocarem desacatos.
Pelo que devemos estar muito atentos a esta gente sem escrúpulos. Todo o cuidado é pouco!! Lamentavelmente!!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dia cinzento, de Outono!

Saí à rua, pela tardinha e, tal como aqui se pode comprovar, dei de caras com...
 
 O OUTONO
 
 
 
 
 
 

 
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

Eu gosto assim!

Soalheiro, quente e luminoso este primeiro dia de Outono. Temperaturas, que em nada o caracterizam, a oscilar entre os 15ºC e 34ºC (mínima e máxima, respetivamente). Outono, só mesmo no calendário!
EU GOSTO ASSIM! Nada tenho contra  esta estação em que  predominam os dourados, os vermelhos, castanhos e afins, mas...só de pensar que o Outono antecede o Inverno, arrepio-me toda.
Bem sei que todas as estações têm os seus encantos, mas... o Inverno que me desculpe, não gosto, não tenho pazes com ele, facilmente adoeço e vou à cama, quase deprimo e... por aí.
Que o mesmo é dizer que estou muito contente... não tenhas pressa Outono vem com calma que o teu lugar continua guardado no meu coração e não há nada que me impeça de te receber de braços abertos. Não me importo que sejas tão longo quanto está a ser o Verão. O que quero mesmo é que tramem o Inverno de modo a que seja a mais curta das quatro estações. Vá lá!... Era tão bom!!
 
Para assinalar a data da chegada do Outono  - que na realidade não chegou - fiz-me à estrada com a objetiva como companhia, a fim de tirar umas fotos ao burgo e ao primeiro pôr de sol outonal.
Deixo um pequeno registo...
EM ALCÁCER DO SAL
 
 
 
 
 
 
 















 


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A chuva chove...


                  A chuva chove mansamente... como um sono
                  Que tranquilize, pacifique, resserene...
                  A chuva chove mansamente... Que abandono!
                  A chuva é a música de um poema de Verlaine...

                  E vem-me o sonho de uma véspera solene,
                  Em certo paço, já sem data e sem dono...
                  Véspera triste como a noite, que envenene
                  A alma, evocando coisas líricas de outono...

                  ...Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
                  Com muita névoa pelos ombros da montanha...
                  Paço de imensos corredores espectrais,

                 Onde murmuram velhos orgãos, árias mortas,
                 Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
                 Revira in-fólios, cancioneiros e missais...
                        (Cecília Meireles)


Por aqui choveu durante toda a tarde... De mansinho!... O dia  apresentou-se  bastante escuro e melancólico.  Aceitei-o como um convite ao conforto do lar,  onde me mantive refastelada num dos meus sofás, junto à  lareira, evocando a vida - com lirismo -, ao som da chuva e de  música do meu agrado.
Porque estes momentos também são necessários!! Ajudam-nos a encontrar o equilíbrio!  E sendo eu uma pessoa que gosta mais de deambular por aqui e por ali... confesso que esta foi uma tarde muito saborosa!!

domingo, 11 de novembro de 2012

Lenda de São Martinho





No telejornal de hoje, numa reportagem de rua verifiquei que parte das pessoas não conhece bem a Lenda de São Martinho. Porque sempre a achei interessante - tantas vezes a contei aos meus alunos - deixo-a aqui para consulta, ainda assim a memória algum dia me falhe e, já agora, para a trabalhar com os meus netos quando for oportuno!
Interessantes são também os inúmeros provérbios alusivos a este soldado Martinho que, hoje São Martinho, dos quais farei uma recolha um dia destes... 

 

 
 

 
 
                                         Lenda de São Martinho















 

 
Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.

 Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Na idade dos porquês...


Verdadeira manhã de Outono, a de hoje. Pareceria de Inverno, se estivesse frio, que não está. A temperatura está morna, não obstante a chuva intensa e a trovoada.
Fui à escolinha buscar o meu neto V. que nos seus três aninhos entrou definitavente na idade dos porquês, de querer saber tudo... E hoje, pela primeira vez, apercebeu-se daquele barulho  que o assustou muito assim como aos seus amigos.
- Avó que "balulho" era aquele, pum... pum...pum, que assustou os meus amigos?
- São trovões, meu amor!
- E o que são "tovões" avó?
Fiquei atrapalhada. Como explicar a uma criança que acaba de entrar na escolinha, o que são trovões!?  O tema não é fácil... mas o mais difícil foi ter de descer à sua faixa etária.
Perante alguma hesitação da minha parte, avançou:
- A avó também não sabe?
Sem mais delongas, lá respondi à questão, tentando dissipar o seu  medo  através da  ligação dos trovões aos elementos que ele já conhece - às nuvens, à chuva e ao céu.
Ficou satisfeito com a resposta e eu ainda mais satisfeita por senti-lo assim... satisfeito. Ufa... que deu cá uma trabalheira!!!
- Avó, vou dizer aos meus amigos para não terem medo dos" tovões", e que eles vêm do céu e das nuvens... O Vicente agora já não tem medo...
 
É uma alegria acompanhar o processo de crescimento do meu neto! E como eles crescem rápido, Deus meu!...

 


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Outono... convite à reflexão!





 
Este tempo de Outono, em que os dias, tal como o de hoje, começam a ficar mais cinzentos e tristes, o sol se esconde atrás das nuvens, a chuva cai com leveza e o frio nos espreita de mansinho,  traz-me sempre muita calma e tranquilidade, mas também uma certa monotonia e... nostalgia, que me convidam à reflexão. 
Navegando pela net , detive-me em Shakespeare e, porque em consonância com alguns dos que terão sido os seus desabafos, aqui  partilho estes  que  poderiam ser  meus, se eu tivesse, tal como ele, o dom de transmitir poeticamente o que me vai na alma.


Depois de algum tempo, você aprende a diferença
A subtil diferença entre dar uma mão e acorrentar uma alma,
E você aprende que amar não é apoiar-se
E que companhia nem sempre significa segurança.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
O mundo não para para que você o conserte.
Aprende que o tempo é algo que não pode voltar para trás,
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que a vida realmente tem valor,
E que você tem valor diante da vida.
E você finalmente aprende que nossas dúvidas são traidoras
E nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar,
Se não fosse o medo de tentar...
                           William Shakespeare

sábado, 22 de setembro de 2012

Autumn...


CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
Cecília Meireles

Um bonito poema de Cecília Meireles sobre o outono (folha seca), que nos revela - mais coisa menos coisa -  a tristeza e deceção da autora pelo que não fez no passado... 
Não é difícil rever-me neste poema... este é o lado que escondo, (o menos bom...) Nem sempre o outro lado - o mais visível - é o que corresponde ao que verdadeiramente nos vai na alma!!


Interpelo-me nesta bonita  quadra da poeta:

"De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?"


São só  desabafos outonais...

Sorry !!!