Tranquilo e, sensivelmente três semanas após a sua entrada no calendário, o Outono começava a dar o ar da sua graça. Céu nublado, brisa fresca, a natureza a mudar os tons, aromas, odores...
Uma brisa que, depois de um Verão extremamente quente, - a lembrar o calor dos países de clima tropical - se tornou muito agradável e refrescante para todos nós.
A sua estada, porém, não foi longa porque, inesperadamente, a natureza ao reentrar em mais um ciclo de mudança, agora que Novembro se prepara para chegar, abriu as suas portas e segredou-lhe ao ouvido que saísse e desse lugar ao inóspito frio. Tudo aconteceu num ápice e ele aí está pronto para, sem dó nem piedade, nos pôr a tiritar...
Não, não gosto do Inverno! Nunca gostei! De todo. Frio e chuva não combinam comigo.
Contudo, tendo em conta a necessidade do mesmo no ciclo da vida, que venha, mas já agora - não será pedir muito - que o faça de mansinho e assim se mantenha até que a Primavera regresse para alegrar os meus/nossos dias.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Tranquilo e... ao de leve
sábado, 23 de março de 2013
Hoje é só um dia...
Acordei, hoje, insatisfeita com o mau tempo que teimosamente continua a fazer, ou então servi-me dele para mascarar a minha insatisfação pessoal. Sim, porque há dias menos bons na vida de cada um de nós. Às vezes por motivos justificáveis, outras vezes por pouca coisa, outras até por coisa nenhuma. Os meus motivos de hoje estarão, talvez, entre a pouca coisa e coisa nenhuma...
Assim sendo, resolvi serenar os ânimos ficando na cama por mais algum tempo, a ler, enquanto a chuva, lá fora, caía insistente. Depois...pensei :"Hoje é só um dia. Hoje vai passar!" Então, levantei-me, arranjei-me e saí para a rua, sempre um bom sítio para se encontrar alguém para um agradável pé de conversa. E que pé de conversa!? Com três amigas que encontrei casualmente e que me encheram a alma e o coração! Quando regressei a casa, era já uma mulher revigorada.
De facto, somos nós os donos da nossa própria vida e, por vezes, quase sem darmos conta, estamos a valorizar aquilo que não é valorizável. Esquecemos que a vida é uma dádiva de Deus que há que saber aproveitar!! E que devemos fazer dessa dádiva uma dádiva fantástica!!
Assim sendo, resolvi serenar os ânimos ficando na cama por mais algum tempo, a ler, enquanto a chuva, lá fora, caía insistente. Depois...pensei :"Hoje é só um dia. Hoje vai passar!" Então, levantei-me, arranjei-me e saí para a rua, sempre um bom sítio para se encontrar alguém para um agradável pé de conversa. E que pé de conversa!? Com três amigas que encontrei casualmente e que me encheram a alma e o coração! Quando regressei a casa, era já uma mulher revigorada.
De facto, somos nós os donos da nossa própria vida e, por vezes, quase sem darmos conta, estamos a valorizar aquilo que não é valorizável. Esquecemos que a vida é uma dádiva de Deus que há que saber aproveitar!! E que devemos fazer dessa dádiva uma dádiva fantástica!!
sábado, 1 de dezembro de 2012
Estados de alma...
Muitas vezes, quando estou sozinha em casa e com as tarefas mais ou menos em dia, sento-me em frente ao computador para tentar afastar o tédio.
E aqui estou mais uma vez... para dizer/ escrever o quê??... Que a minha vida continua uma luta constante. Há dias - o de hoje é um deles - em que, quase sem dar por isso, continuo a censurar-me por ser quem sou e por lutar por aquilo que quero. Quem me dera houvesse uma maneira de fazer o que preciso de fazer, sem desiludir quem amo. Não consigo moldar-me o suficiente para deixar toda a gente feliz. Queria ser egoísta ao ponto de pensar mais em mim, esquecendo um pouco os que me rodeiam, mas não consigo, de todo!!
Restam os meus desabafos, que não sou mulher de guardar a sete chaves o que me vai na alma! Enfim... dias cinzentos, não obstante os luminosos raios solares com que fomos brindados hoje, logo pela manhã, e que, tendo em conta a limpidez do céu, irão manter-se ao longo de todo o dia.
Restam os meus desabafos, que não sou mulher de guardar a sete chaves o que me vai na alma! Enfim... dias cinzentos, não obstante os luminosos raios solares com que fomos brindados hoje, logo pela manhã, e que, tendo em conta a limpidez do céu, irão manter-se ao longo de todo o dia.

Quero acreditar que... o amanhã será diferente, para melhor!!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Quase, quase a raiar...
São quase 24 horas do dia 26 de Novembro de 2012... o dia 27 está quase, quase a raiar... É dia de aniversário, o meu!... Estou a viver este final de mais um ano da minha vida de forma algo emocionada. Preferia que não fosse desta forma, em vez disso gostava de me apetecer gritar aos sete ventos "ei....aí, amanhã faço anos, estou super feliz e contente, vou fazer uma grande festa!!!
Não vou dizer que estou triste ou... infeliz, mas a lágrima espreita-me ao canto do olho, nem eu sei ou não quero saber ou pensar muito no porquê de...
Não vou dizer que estou triste ou... infeliz, mas a lágrima espreita-me ao canto do olho, nem eu sei ou não quero saber ou pensar muito no porquê de...
Mas... aí vai um cheirinho. Para mim, este "antes" constitui um tempo de introspeção, de pensar no que tem sido o meu percurso pela vida, no que construí - positivo/ negativo - e no que não fiz e deveria ter feito.
Pensar que o meu tempo já não será muito longo, pelo que será inteligente agarrar o que me resta com todas as forças do meu ser.
Pensar que tenho de "viver" os netos que Deus me deu, e que adoro, - O Vi e o Mimi - até à exaustão.
Idem, no que se refere aos meus filhos que foram a melhor obra de arte de toda a minha vida terrena.
Mostrar igualmente à minha mãe - e ter a capacidade de lhe dizer - o quanto a amo e como continua a ser um dos meus pilares.
Agradecer e retribuir o amor e a dedicação de todos os familiares que me estimam. Agradecer aos meus amigos em geral - não os nomeio porque eles sabem bem quem são - a paciência que têm tido para me aturar nos maus e nos bons momentos.
Pensar que o meu tempo já não será muito longo, pelo que será inteligente agarrar o que me resta com todas as forças do meu ser.
Pensar que tenho de "viver" os netos que Deus me deu, e que adoro, - O Vi e o Mimi - até à exaustão.
Idem, no que se refere aos meus filhos que foram a melhor obra de arte de toda a minha vida terrena.
Mostrar igualmente à minha mãe - e ter a capacidade de lhe dizer - o quanto a amo e como continua a ser um dos meus pilares.
Agradecer e retribuir o amor e a dedicação de todos os familiares que me estimam. Agradecer aos meus amigos em geral - não os nomeio porque eles sabem bem quem são - a paciência que têm tido para me aturar nos maus e nos bons momentos.
E é nesta linha de pensamento, que partilho um poema de Pablo Neruda - já conhecia e acho maravilhoso - que recebi há poucos minutos de um desses amigos de há muitos anos. Faço saber que a leitura do mesmo me fez retroceder no tempo e contribuiu de forma significativa para os meus estados de alma do momento. Para o Zé P. um grande obrigada!!
Muere lentamente
quien evita una pasión y su remolino
de emociones,
justamente estas que regresan el brillo
a los ojos y restauran los corazones
destrozados.
Muere lentamente
quien no gira el volante cuando esta infeliz
con su trabajo, o su amor,
quien no arriesga lo cierto ni lo incierto para ir
detrás de un sueño
quien no se permite, ni siquiera una vez en su vida,
huir de los consejos sensatos...
¡Vive hoy!
¡Arriesga hoy!
¡Hazlo hoy!
¡No te dejes morir lentamente!
¡NO TE IMPIDAS SER FELIZ!
quien evita una pasión y su remolino
de emociones,
justamente estas que regresan el brillo
a los ojos y restauran los corazones
destrozados.
Muere lentamente
quien no gira el volante cuando esta infeliz
con su trabajo, o su amor,
quien no arriesga lo cierto ni lo incierto para ir
detrás de un sueño
quien no se permite, ni siquiera una vez en su vida,
huir de los consejos sensatos...
¡Vive hoy!
¡Arriesga hoy!
¡Hazlo hoy!
¡No te dejes morir lentamente!
¡NO TE IMPIDAS SER FELIZ!
Texto de Pablo Neruda. Parabéns hoje
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