Portugal Está a Atravessar a Pior Crise
Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.
Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)'
Sempre atual, Eça de Queirós! Será que - na política - sempre assim foi e sempre assim será??
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sábado, 23 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Assalto inesperado...
É normal que se veja nos outros aquilo que se pensa nos possa vir a acontecer. Esta eventual confiscação de uma percentagem dos depósitos bancários em Chipre faz-nos perder toda a confiança nos bancos. Isto é um inesperado assalto da troika às esforçadas poupanças de quem estica os seus parcos dinheiros a pensar no amanhã. E constitui um precedente que pode ameaçar os países que, na Europa, se encontram em dificuldades, nomeadamente Portugal. Quem nos pode garantir que os portugueses não acordam um dia destes com menos dinheiro nas suas já modestas contas?
O nosso Presidente da República foi apanhado de surpresa, e apelou ao bom senso de quem de direito. Não estou, obviamente, preocupada com as "finanças" do Senhor Presidente da República - que se acusou publicamente aquando do corte na sua pensão, e estará agora, provavelmente, a ver as suas poupanças ameaçadas... - estou preocupada, sim... com os muitos portugueses que nestes tempos difíceis estão a ver a sua vida a desmoronar-se.
Já é tempo dos governantes se preocuparem menos com os números e os países em si, e mais com a "massa humana"!
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Preocupante...
| A desoladora imagem de miséria e de fome que continua a correr mundo! |
Uma imagem reveladora do desespero do povo grego, onde, ao momento, 1/3 da população - vítima da crise económica - vive abaixo do limiar da pobreza.
Muitas das pessoas que aqui vemos tentando arrebatar alguma fruta e legumes distribuídos gratuitamente pelos agricultores em Atenas como forma de protesto contra o aumento dos custos de produção, eram pessoas que tinham - mas já não têm - o seu emprego e uma vida normal.
Preocupante, no mínimo, o que se está a passar na Grécia e...em todos os países em dificuldades. E já são bastantes... :(
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Porquê as crianças, Senhor?
Retirei e partilho esta parte do poema Balada de Neve de Augusto Gil, porque aborda as crianças - que eu adoro - e que infelizmente fazem parte dum mundo de onde a violência infantil ainda não foi erradicada...
Sinto o coração apertado quando penso que há meninos maltratados, negligenciados, abandonados, com fome... Temos o dever de ajudar, até mesmo de denunciar a quem de direito, casos de crianças em sofrimento, situações que são, atualmente, muitas vezes camufladas pela pobreza envergonhada, fruto da crise económica por que estamos a passar.
Sinto o coração apertado quando penso que há meninos maltratados, negligenciados, abandonados, com fome... Temos o dever de ajudar, até mesmo de denunciar a quem de direito, casos de crianças em sofrimento, situações que são, atualmente, muitas vezes camufladas pela pobreza envergonhada, fruto da crise económica por que estamos a passar.
As crianças têm o direito de ser felizes.
Porquê as crianças, Senhor? Porque lhes dais tanta dor? Porque padecem assim?
(...)
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
sábado, 5 de janeiro de 2013
Incompreensível...

"Não fique deprimido ao recordar a lista de amigos do Presidente que devem fortunas ao BPN, as quais você vai ter de pagar por eles." (Miguel Sousa Tavares in Expresso)
Infelizmente todos sabemos que é uma realidade do conhecimento comum. Não fico deprimida porque não sou muito dada a depressões... Mas revoltada estou e... muito! Porque não se faz justiça, porque é que estes "senhores" são intocáveis? Incompreensível, no mínimo...
A situação está complicada... o povo português bem vai mostrando o seu descontentamento, mas parece que de pouco ou nada serve... Que fazer, então?? Esperar para ver? A paciência vai-se esgotando!! Ter esperança de que o ano de 2013 seja decisivo e que, a partir daí, a situação melhore?? Já não há esperança que valha...
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Escuro... que nem breu!
Partilho uma "outra" visão de um "outro"... economista, João César das Neves, que participou recentemente num debate sobre a família e a economia, organizado pela Associação dos Médicos Católicos Portugueses, onde apelou à calma e tentou passar uma mensagem de esperança relativamente ao atual contexto económico e político. ... "Não vale a pena desesperar", "não há mal que sempre dure", "o pior já passou" e "tudo acabará em bem"...
É sabido que estamos todos "calejados" de mais e com razões de sobra para não acreditar, mas o que é facto é que o economista e conceituado professor catedrático nos deixa um pouco mais calmos e ... esperançados. Quem sabe!?... oxalá a alvorada esteja mesmo a chegar porque, de facto, a noite está escura que nem breu!!
João César das Neves
É a dinâmica das famílias “que está a salvar o país”

O economista João César das Neves recomenda aos portugueses que não entrem em pânico e que se preocupem menos com o que dizem os economistas e os políticos.
“Não são os professores nem os políticos que sabem a resposta. Cada pessoa já está a fazer no seu sítio: alguns vão poupar, alguns vão emigrar, outros vão ter que gastar mais, alguns até se vão endividar se conseguirem, alguns vão fazer novos negócios. É isso que está a acontecer”.
César das Neves lembra que o ajustamento do lado das famílias está a ser feito muito mais depressa do que do lado do Estado e defende que “é essa dinâmica que está a salvar o país”.
“Não vale a pena desesperar, já estamos a chegar ao fim. Não sabemos quanto tempo demora mas não acreditem que isto é para sempre, evidentemente que não, mas "a noite é mais escura, imediatamente antes da alvorada". Este é o período mais difícil de todos, já fizemos muito, mas ainda falta um bom bocado”, acrescentou.
Aguardemos para ver! - digo eu
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