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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Amor incondicional...


este que sinto pelos meus netos. 
Incondicional, indefinível, indecifrável, desinteressado, complacente, bonito, amigo, gostoso...
Que me faz amar mais a vida a cada dia que passa.
Netos que os meus olhos  vêem  mais lindos momento após momento!
Um amor que me leva a pedir a Deus que prolongue o meu tempo neste lugar. 
Que me faz querer vê-los crescidos... com o desejo de que se mantenham crianças durante muito tempo (quase ridículo... crescer rápido, mas manter-se criança ...será isto possível?)
Que faz de mim uma avó babada e orgulhosa!
Que me faz escrever - e partilhar - estas quase "lamechices" sem qualquer receio...

O amor - neste caso, o amor que se dá e se recebe dos netos - é inquestionavelmente maravilhoso!...
É assim o amor!! Nos suas mais diversas formas ou... cores!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia...


O Amor

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..
 

Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O AMOR É...


O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida.
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz.
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda.
Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te.
O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz.
O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
 



A  verdade é que a vida sem amor não faz sentido!
O amor dá-nos asas... e faz-nos felizes!!

QUE O DIA DE HOJE, DIA DOS NAMORADOS, VOS TRAGA MUITAS FELICIDADES, EXTENSIVAS A TODOS OS DIAS DAS VOSSAS VIDAS! 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Isto é amor...


Diria que os filhos são um bocado de nós, um bocado?... Não, são sim uma grande parte!!
Os netos, por sua vez, são o melhor  e o mais doce presente que, dos filhos,  podemos receber.  É o que verdadeiramente sinto!
Como em quase todos os dias da semana, também hoje, passei pela escolinha a buscar o mais velhinho (4 anos de idade) para o almoço cá em casa.
Depois de um caloroso abraço e  daquele terno sorriso que quase me deixou a derreter, iniciámos o nosso habitual diálogo. Pois... que o Vi não é menino de ficar calado durante muito tempo... Um bom tagarela tal qual a sua avó!...

Eu - Então, como correu hoje a escolinha?
Ele - Muito bem, avó! Sabes, fiz assim um gigante muito grande... deste tamanho (em bicos de pés, braços levantados e bem esticados tentou que eu percebesse bem a dimensão da sua obra...)
Eu - Queres mostrar à avó o gigante que desenhaste?
Ele - Avó... (esboçando um sorriso)... eu não desenhei um gigante, eu construí um gigante  com muitas  peças. Depois... não o queria desmanchar, mas... as peças caíram...
Eu - Ok Vi, não há problema! Constróis outro, quando te apetecer...  Podemos agora falar da tua nova professora. O que te parece?  (ainda não tive o prazer de conhecer a educadora do Vi porque, por falhas do sistema, só agora - meados de Novembro -  foi aqui colocada).
Ele - Sim, avó. É gira! Gosto da minha professora!
Eu - Diz-me mais coisas sobre ela...
Ele - Avó, não sei... é... é...assim magra como a avó! (o meu neto acha que sou magra,  que bom....)
Eu - Queres que a avó te ajude? A avó pergunta e tu respondes, pode ser?
Ele - Sim, avó...
(...)
O diálogo continuou com mais perguntas, cujas respostas denotam o quanto o Vi está bem integrado na vida escolar. O seu sorriso rasgado e a sua pronta resposta à última pergunta que lhe fiz, suportam a minha teoria.
Eu - Gostas da tua escolinha?
Ele - GOSTO MUITOOOOOOOOOOOO!! ( que sorriso feliz!)

Esta conversa interativa,  avó-neto, pode parecer - e será, naturalmente, - um lugar comum. Na verdade, demonstra que estamos, tão somente,  perante o que, em termos de educação, é desejável para qualquer criança - um percurso saudável a nível de desenvolvimento como pessoa.

Mas... pergunto-me se esta não será  razão mais do que suficiente para que me sinta uma avó feliz e abençoada?! E não é que me sinto mesmo!?



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Separados?



 
A Lux desta semana noticia que:

"A relação da apresentadora, de 40 anos, e Manuel Maria Carrilho, de 62, azedou, e a estrela da Sic chegou mesmo a dar entrada em tribunal com o pedido de regulação das responsabilidades parentais, como a Lux noticia nesta edição.

Na base da rutura estão desavenças do casal que obrigaram à intervenção das autoridades que foram chamadas à casa da família, no centro de Lisboa, no fim de semana passado.

Desde então, Bárbara Guimarães e os filhos, Dinis Maria, de 9 anos, e Carlota Maria, de 3, têm estado sob proteção de segurança privada, como a Lux pôde testemunhar no local.

Além da presença de um segurança à porta do edifício onde o casal morava, com indicações para impedir a entrada do antigo ministro da Cultura, há ainda outro elemento da equipa de proteção pessoal que se encarrega de transportar a apresentadora e os filhos até casa."


Mais uma surpresa! Mas a vida e o "amor/desamor" têm destas coisas!  

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Feliz Dia dos Avós!






Já não tenho avós a quem desejar um Feliz Dia! Já partiram. Decerto para um bom lugar. De todos - avó materna e avós paternos - guardo uma boa imagem e recordação. Ainda que a avó preferida fosse a  materna. Por nenhum motivo especial. Vivendo nós em casas distintas mas muito próximas, e sendo ela um ser humano maravilhoso e uma avó extraordinária, não se podia esperar outra coisa que não uma relação e interação maravilhosas entre ambas (avó e neta).
 
Obviamente que, muito daquilo que hoje sou, devo aos meus pais,  a esta avó com quem privei mais de perto e muito me ensinou e, naturalmente, aos meus avós paternos. Agradeço a Deus por ter tido a sorte e a felicidade de ser acompanhada por eles até me fazer mulher. Não me considerando uma  saudosista, recordo-os... com saudade!
 
Correndo atrás do tempo,  passei de neta a mãe e num ápice de mãe a avó. Não  sabia que este patamar - o de avó -  era assim tão maravilhoso!...Tendo sido neta de  AVÓS ESPECIAIS, que me passaram os valores essenciais e ajudaram na minha formação como mulher, tenho o dever moral de ser, também eu, uma boa avó. E... modéstia à parte, acho que sou mesmo! Esforço-me nesse sentido, pelo menos...! Daqui por uns aninhos os meus netos dirão de sua justiça.
 
Neste Dia dos Avós - que devia ser todos os dias - recebi deles o presente mais maravilhoso: a sua presença imbuída de amor, carinho, sorrisos e as traquinices próprias da idade.
Brincaram muito, riram, sorriram e foram felizes! E EU TAMBÉM!
 
Agora,  dormem um soninho tranquilo, aqui bem pertinho de mim, enquanto eu, sem sono, mas com o coração a transbordar de alegria e de amor por eles, dito estes sentidos desabafos para esta máquina que tenho à frente e que quase me "hipnotiza"  tanto quanto os  pimpolhos que me ajudam a fazer a vida valer mais a pena! :)

domingo, 28 de abril de 2013

Não há distâncias!?






Há dias assim! Dias em que  um telefonema para a mãe que se encontra geograficamente distante, te deixa melancólica. E  questionas: porquê a distância, se nos tempos que correm - costuma dizer-se, e eu concordo - já não há distâncias?
É sempre possível, para mais tratando-se de mãe viúva e idosa, aproximá-la da  única filha. Mas que fazer quando a mente da mãe não a deixa focar-se na  filha e lhe diz  insistentemente: " não abandones a tua zona de conforto, o ninho de felicidade que construíste e onde sempre tens vivido, onde se encontram as tuas amigas, onde te sentes firme e segura... aguenta, aguenta enquanto te sentires capacitada para tal."
 
Mas como não ficar apreensiva e melancólica quando do outro lado da linha telefónica ouves e sentes uma mãe que se encontra igualmente  melancólica porque, apesar dos apesares, sente o peso da solidão!?...
 
Coincidência, ou não, aproxima-se o "Dia da Mãe". Não estarei fisicamente - embora gostasse de estar - com a minha mãe neste dia, mas, tal como em todos os dias do ano, a MÃE estará no meu pensamento e no meu coração. O nosso encontro acontecerá algum tempo depois e aí, sim, celebraremos  "a efeméride" de um modo especial. E que melhor presente lhe posso dar do que um singelo bouquet de tulipas  envolto em todo o meu amor e carinho?
 
As flores e as plantas  fazem parte da minha vida! No Dia da Mãe, quiçá noutro dia qualquer - sou mãe em todos os dias do ano - gostaria de receber carinhosamente dos meus filhos - e só eu sei quão  generosos eles são... - um arbusto que poderá ser um  destes que aqui deixo registados, ou outro que prefiram e  achem que se ajusta ao meu gosto e às necessidades do canteiro a que se destina.
Romanzeira decorativa (Punica granatum ou Nochi Shibari)


Bauhinia purpurea (árvore das orquídeas ou árvore das borboletas)



 Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estão abertas as suas flores e se as romanzeiras já estão em flor.
                                                                         (Cântico dos Cânticos)
                                                    






 
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sábado, 13 de abril de 2013

Dois dos meus grandes amores...

 
O amor que transborda de uma mãe  para o seu filho é absolutamente delicioso, algo que não é facilmente  definível por palavras. Só mesmo quem o sente... é  único, irresistível e... impenetrável! E este, o da minha filha para com os meus netos, faz-me sentir particularmente feliz!
 

Estive fora uma semana. Acabadinha de chegar, consegui que a minha objetiva captasse este doce  sorriso. Venho pior, cada vez mais apaixonada por estes seres que, sem  que se apercebam,  ajudam a dourar os meus dias que, a bem da verdade, nem sempre se apresentam fáceis.
 
Tenho consciência de que as relações mais fortes e intensas são, em primeiro lugar, as que se estabelecem com os filhos. De que o maior amor do mundo - um amor sem igual - é o amor de mãe. Mas, atrevo-me a dizer - porque é o que sinto -  que logo a seguir vem o amor pelos netos!!
 
Sou uma mãe orgulhosa dos seus filhos e, ao momento, uma avó completamente babada. O sorriso dócil e  o olhar expressivo destes  olhos que também sabem sorrir  deixam-me completamente derretida! E substituem qualquer "tranquilizante" de que necessite...
 
E mais não digo... porque estou a ficar um pouco melosa demais para meu gosto!!! Deve ter a ver, também, com o solarengo e luminoso dia  que se fez sentir hoje. Quase mágica... esta Primavera que tardou a acordar!!
 
E não é que "as caminhadas" já não constituem problema para o petiz! Está desembaraçadíssimo!...
 



sábado, 9 de março de 2013

Adeus gripe...

Mais um sábado de Março que  lá vai e que vivi de forma muito tranquila, como convém, dado que acabo de "mandar à vida" a maior gripe que alguma vez  me conseguiu agarrar...Foi-se, finalmente, e com ela a febre, mas não sem antes deixar umas desagradáveis dores musculares  nas minhas pernocas, sequela que nunca me houvera atormentado em gripes anteriores e que, na noite passada, me perturbou imenso, tanto... que só consegui adormecer quando já passavam alguns minutos das 5 da manhã. Mas isso já não interessa nada... já passou, e este meu sábado desenrolou-se de forma agradável, felizmente. 
Pela manhã, fiz uma pequena caminhada com o intuito de desentorpecer as pernas e espalhar as dores, algures por aí - é que estive desde sábado da semana anterior ao  sábado de hoje aqui enfiada em casa, eu que tanto gosto de dar as minhas voltinhas.... espairecer, sair, passear!!!... - Tão farta estava que  este meu passeio matinal até me soube a pouco.
Entretanto regressei para o almoço cá em casa, em família, onde não faltaram os pimpolhos do meu coração... que não se cansaram de me mimar e de me alegrar. Conversámos, brincámos, rimos, sorrimos... e fomos felizes! Tão felizes que... já não há, por aqui, mais espaço para gripes nem para as as suas sequelas...


 
Como complemento de sobremesa do almoço, a avó sentou-se na sala com os netos encostados ao seu regaço e descascou as nozes que eles haviam de saborear. Estes momentos tornaram-se quase um ritual cá em casa... a sala sem o pote das nozes não teria decerto o mesmo sabor para o Vi.  E o  rebento mais novo já vai pelo mesmo caminho!...
 
Que bom que é vê-los crescer harmoniosamente e sentir que posso dar o meu contributo!!



sábado, 2 de março de 2013

Happy Bhirthday my dear grandson!

E já um ano  passou desde que abriste os olhos para o mundo! Que grande alegria nos deste! Uma alegria que sinto a crescer em  cada dia que passa! És um bebé maravilhoso, de uma simpatia contagiante, tão afetuoso que já deixas antever um  coração do tamanho do mundo. Guardo, no que de mais profundo há em mim, o teu enternecedor sorriso - acho mesmo que nunca o esquecerei - porque esta empatia que há entre nós é simplesmente encantadora! Só eu e Deus sabemos o quanto significas para mim! Obrigada A. M.  e...
MUITOS, MUITOS PARABÉNS!!


sexta-feira, 1 de março de 2013

Um grande, grande amor...

Não, não conhecia Marina Abramovic antes da minha primeira viagem a Nova Iorque. O meu primeiro e único contaco com ela aconteceu aquando da minha visita ao MoMa, no ano de 2010. Encontrei-a sentada a uma secretária numa das salas daquele  museu, onde decorria uma exposição da sua obra, para compartilhar um minuto de silêncio com cada visitante que manifestasse o desejo de se sentar à sua frente. Eu não me sentei, mas observei Marina e algumas das pessoas que se sentaram junto dela  no tempo em que por ali permaneci.
Para dizer a verdade, achei um pouco estranho, mas pensei: OK! Os artistas têm destas coisas...

Regressei a Portugal e...  volto agora - passados que são quase 3 anos - a este assunto porque me deparei com o vídeo que faz referência ao reencontro de Marina com Ulay, ( o grande amor da sua vida). Chegou inesperadamente e sentou-se à sua frente como se fosse um estranho - que não era - para esse  tal minuto de silêncio... O amor também  tem destas coisas...

Resumidamente, a bonita e verídica história de amor é esta:
Nos anos 70, Marina Abramovic, uma performer de nacionalidade sérvia, protagonizou uma intensa e bonita história de amor com Ulay (também ele artista, mas alemão), que durou cerca de 13 anos.
Durante 5 anos viveram num furgão, fizeram inúmeras viagens e foram realizando todo o tipo de performances.
A dada altura, quando perceberam que a  relação já não fazia sentido, decidiram separar-se. Não sem antes percorrerem, de uma forma especial, a Grande Muralha da China.
Cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem a meio da mesma - caminharam cerca de 3 meses - e aí darem um último e grande abraço de despedida. Juraram que nunca mais voltariam a encontrar-se.
Vinte e três anos volvidos, mais precisamente no ano de 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa  de Nova Iorque homenageou a sua obra. Nesta retrospetiva, numa das iniciativas da exposição,  Marina compartilhava 1 minuto de silêncio com cada estranho que se sentasse à sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e foi assim...  o inesperado reencontro... como se pode ver neste vídeo.
 
O amor tem destas coisas!!!
 




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Celebração do amor e da vida!

Haverá melhor maneira de acordar do que ao som dos chilreios de um casal de pássaros que se decidiu pela construção do seu ninho no quintal cá de casa? Pois... acordei, espreitei pela janela e dei com aquele movimento - eram dois - no meu quintal, esvoaçando alegremente junto ao limoeiro.
 
Fiquei satisfeita e - não desconfiando sequer do verdadeiro motivo que os fazia andar por ali - pensei p'rós meus botões:
- Meu Deus, até os  passarinhos fazem questão de me lembrar que a primavera não vai demorar trazendo consigo o tempo ameno, o sol, a luz, os jardins floridos, as suas cores e aromas tão característicos ...e de que tanto gosto!?
 
Alguma emoção se apoderou de mim quando, ao deslocar-me ao quintal, dei conta de que os ditos passarinhos - um casal de melros - havia  começado a construir o seu ninho de amor numa forquilha formada por dois galhos do limoeiro!!
 
Desde então, tenho acompanhado este projeto com a subtileza que os seus  intervenientes merecem. O ninho cresce a olhos vistos todos os dias. E  é ver a azáfama,  a alegria e a partilha daquele casal que se prepara para a celebração do amor e da vida!

O meu neto Vi anda delirante e encantado! E encantada ando eu também!


O ninho em construção

Melro preto de bico amarelo

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tempo de festa...

CARNAVAL! Festa pagã que não aprecio. Nunca apreciei. Nem mesmo enquanto criança ou jovem. Não acho piada às brincadeiras que lhe estão associadas. Detesto - sempre detestei - as tais bombinhas de mau cheiro, já para não falar dos ovos e da farinha que, num passado recente, as pessoas atiravam umas às outras - felizmente hoje já não é tão usual.  Para quê? Para brincarem ou para se agredirem?? Até as bisnagas de água - mais inofensivas - acho também um disparate e, de certa forma, um acto de cobardia, na medida em que disparam água para molhar o outro e depois fogem e/ou escondem-se...
Quando muito posso apreciar uma boa fantasia carnavalesca, resultante de uma fértil imaginação, e com algum significado. Contudo,  ainda que me considere uma pessoa sociável, alegre, bem disposta e de sorriso fácil, não consigo, nunca consegui imaginar-me fantasiada. Se alguma vez, me tivesse passado pela cabeça enveredar por uma carreira ligada ao teatro, não seria, com toda a certeza, uma boa actriz!! Sempre igual a mim mesma, durante todo o ano, nada de sair da "minha carapaça". Timidez ou falta de jeito?? - Talvez um pouco de cada...
Sabe-se Deus os sacrifícios que fiz para, nalguns Carnavais da minha vida,  usar um ou outro adereço na cabeça  - o último, se bem me recordo, terá sido umas penas de aves - ou na lapela, a fim de acompanhar os meus alunos em pequenos desfiles pelas ruas da cidade. E eles sabiam, brincavam comigo e provocavam-me, os marotos... Recordo ainda as cobras de plástico que os mesmos, de vez em quando, à socapa,  deixavam no tampo da cadeira onde eu havia de me sentar, só para  ouvirem o meu sibilante grito... e se divertirem, claro!! Detesto tudo o que tenha a ver com  rastejantes, mas daqueles momentos - confesso - sinto alguma nostalgia!!
Perante todo este parlapié, já fiz perceber que não sendo eu uma pessoa virada para as brincadeiras de carnaval, respeito quem gosta de o fazer desde que se esforcem no sentido da não colisão com a liberdade dos outros..  É, provavelmente, uma boa maneira de descansar, das pessoas saírem para a rua, de se divertirem um pouco e aliviar o já habitual e "pernicioso" stress de que toda ou quase toda a gente padece.

E, claro, que como avó babada que sou e porque adoro crianças, achei o máximo ver os meus netos fantasiados e felizes - um de Robin dos Bosques, o outro de elefantezinho - a caminho da escolinha  onde, num saudável e alegre convívio, desenvolveram actividades   que, decerto, os ajudará no seu processo de socialização e, consequentemente, no seu crescimento enquanto pessoas!!
 
E como deve ter sido agradável para as crianças observarem e explorarem os diversos "disfarces" dos coleguinhas e amigos! Na verdade, correspondem a belas imagens de cor, felicidade e fantasia...


 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

When a man loves a woman...

A vida  ensinou-me que, quando um homem quer/ ama uma mulher, procura-a. Quando não a quer ignora-a, pura e simplesmente!...


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Faria anos hoje...


Se ainda estivesse entre nós, faria anos hoje. Porém, quis Deus  privar-me da presença física daquele que foi o meu único irmão, permitindo a sua prematura partida para o Reino dos Céus. Já lá vão 11 anos, embora me pareça que foi ontem... Partiu deixando no meu coração e no de todos os que o amaram, e continuam a amar, um vazio imenso, que jamais será preenchido!

Todavia, chorar a sua morte após todos estes anos, deixou de fazer sentido para mim, porque quero acreditar que não morreu, foi apenas viver para outro lado. Partiu fisicamente, as saudades são imensas, mas o seu coração ficou guardado dentro do meu coração e no de todos os que o amam. Continuo a senti-lo perto de mim, continuo a sentir que podemos sempre conversar - conversamos muito - e sei que, esteja onde estiver, irá continuar a apoiar-me incondicionalmente, como sempre fez. Preciso muito dele e ele sabe, já sabia quando partiu!...
 
Descansa em paz, mano! Partiremos todos... um dia. Só Deus sabe  quando. Acredito no nosso reencontro. Até lá!!
Saudade tem rosto, nome e sobrenome.
Saudade tem cheiro, tem gosto.
Saudade é a vontade que não passa.
É a ausência que incomoda.
Saudade é a prova de que
tudo valeu a pena.
Lu Oliveira

 






 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"O amor é outra coisa"


Não é, de todo, a minha escritora de eleição, mas gostei de ler este livro que recebi como presente de natal "O amor é outra coisa" , última obra de Margarida Rebelo Pinto, a autora portuguesa mais lida no nosso país.
De leitura fácil,  e porque aborda um tema universal e muito aliciante - o amor/ relações amorosas -  consegue prender  do início ao fim, especialmente se a leitora é uma romântica, como já deixei perceber que sou.

Deixo alguns dos excertos que mais me tocaram:
"Quando somos mais novos, acreditamos que, ao longo da vida, iremos cruzar-nos com várias pessoas com quem vamos viver grandes histórias de amor. Confundimos atracção com paixão, paixão com tesão, prazer com apego, apego com amor. O amor é outra coisa e só o tempo nos ensina a descobri-lo, quando percebemos que a matéria de que é feito o verdadeiro amor é  trabalho, tempo, dedicação e construção. Às vezes temos sorte, outras vezes, azar; às vezes somos nós que damos pontapés na sorte e deixamos fugir aqueles que mais amávamos e nos faziam felizes. Mas quando, por qualquer razão, a vida nos obriga a parar e a fazer balanço, já é tarde..."

"A vida é para ser agarrada de corpo e alma, senão foge-nos para sempre. (...) Há dois caminhos na vida: a liberdade para aqueles que arriscam, ou a prisão para aqueles que se acomodam."
 
"Todos temos direito à felicidade. Apenas precisamos de encontrar o caminho certo que nos guie até aos nossos sonhos. E depois segui-lo, sem olhar para trás."

 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sobre a passagem de ano...

Este ano, pela primeira vez - desde que me conheço como gente - abdiquei da  passagem de ano com amigos. Fi-lo a favor dos meus netos  e da minha filha. Os pimpolhos ficaram cá em casa  para darem aos pais a oportunidade de uma "fuga" a dois, sempre benéfica para os casais.
Uma responsabilidade acrescida para mim - bem sei - mas compensada pela força do amor! Deliciei-me a observar os seus comportamentos, não obstante a diferença de idades entre eles. 
O mais velho, o Vi, sempre meigo, calminho e bem disposto, não aguentou a pedalada que a noite exigia... e adormeceu, como habitualmente, por volta das 20 horas. O Mia, de apenas 9 meses,  "decidiu" que tinha de dar as boas vindas ao Novo Ano, em cujo 1º dia  completava os seus 10 meses de vida.
Ao colo da avó, do avô, da bisavó babada, gatinhando por tudo o que era sítio nesta sala, manteve-se acordado e sempre bem disposto e simpático, de sorriso rasgado, observando tudo e todos. Sono? - Nada... Lágrimas? - Nem uma.
Despediu-se do ano velho e entrou no novo ano acordadíssimo. Não muito convicto, mas um pouco mais apagado, lá se deixou vencer pelo sono quando já passavam alguns minutos da 1.ª hora do  1.º dia de 2013, após a ingestão de um belo prato de papa. Ora bem... dia de festa é dia de excessos... :))
 



Os meninos dos meus olhos fizeram desta noite uma noite única e diferente. Vou guardá-la para sempre num cantinho do meu coração!!

 
  
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tempo para balanço!

No final de mais um ano, apraz-me refletir um pouco sobre o que de bom - ou menos bom -   me aconteceu ao longo do ano que ora termina. Terá sido um ano morno em termos de acontecimentos, dado que, de imediato, nada me ocorre referir. Ou será que estou a ficar com a cabeça oca?? :))

Com um pequeno esforço de memória  relembro o nascimento do meu neto António Maria, um acontecimento muito importante,  que obviamente me deixou muito feliz. Logo a seguir, recordo a celebração do seu batismo. Também me foi muito grato participar na festa que assinalou o 3.º aniversário do Vicente. Extremamente importantes para mim - quiçá para eles também - foram os muitos e sempre únicos momentos de interação que com eles consegui estabelecer. 

Muito agradáveis e divertidas  foram também as demais festas familiares, as boas  almoçaradas e  tertúlias com amigos, algumas idas a concertos, a minha participação como voluntária em causas sociais e a viagem que fiz à Catalunha, que me encheu as medidas e sobre a qual, na altura deixei   o meu testemunho AQUI . Simpáticas foram ainda as férias de Verão passadas em família, no Algarve, região para onde fujo sempre que posso, não só porque gosto, mas porque ali  estão as minhas raízes. Direi que estes foram os acontecimentos mais emblemáticos deste ano de 2012. Os restantes, porque de somenos importância, guardo-os na penumbra da minha memória. 
 
Pode ter sido,  como atrás referi, somente um ano morno - nós queremos sempre mais -, mas prefiro-os assim mornos a outros bem mais difíceis a que já tive de resistir!... Por isso, só me resta erguer as mãos ao Céu, agradecer a Deus todas as bençãos que me concedeu,   pedir-Lhe que continue a proteger-me no ano de 2013  e   permita - incluo aqui a família e os amigos - que continuemos a viver com saúde, paz e amor. Será isto pedir de mais? Quero apenas o essencial!!...

Como não podia deixar de ser... formulo votos de um ano de 2013 recheado de bons ingredientes para todos os que, como vós, têm  paciência para ler os meus habituais desabafos!!

Porque o relógio não volta para trás para nos devolver o tempo perdido, esforcemo-nos no sentido de viver intensamente cada dia do Novo Ano de 2013!! Eu vou tentar!!...

O feliz ano novo 2013. Calendário 2013 pequeno Modelo Cartões De Visitas













 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A pensar no Natal...

Fiz  hoje um esboço da lista   dos presentes e de quem vou contemplar nesta quadra natalícia. Não foi  tarefa fácil, dada a preocupação de ajustar cada presente ao perfil da pessoa a quem se destina, aliada ao facto de "não poder esticar-me muito" em termos de gastos...Os tempos vão difíceis! Foi decidido, cá em casa, que os adultos não irão ficar esquecidos, mas... a cada um deles caberá apenas uma prenda simbólica, para a qual estipulámos um valor - low cost.  O Natal é das crianças, logo, serão elas a merecer a nossa maior atenção. Mais importante do que o consumismo exacerbado que reveste esta quadra natalícia, será entrarmos todos no verdadeiro espírito da mesma e vivê-la em pleno, com paz e muito amor... Afinal estamos a festejar o nascimento de Jesus Cristo e esta é a Festa da Família! 
Tenho a certeza de que gostaria mais desta quadra sem o seu lado consumista!! Mas gosto do Natal! É um tempo mágico! Ainda que só me deixe envolver por essa magia depois de me sentir tocada por aquele clique especial e... único! Há algumas condições - algo difíceis de definir dada a sua subjectividade - que têm de estar reunidas, para que  me sinta envolvida pela mesma. Normalmente só acontece uns dias antes da festa: quando  saio à rua para as últimas compras e sinto aquele frio característico do tempo invernoso, que nos arrefece o corpo, assim como  o calor humano que, nesta época especial, cada um de nós irradia e nos aquece o coração e... a alma; quando o Pai Natal se passeia pelas ruas, divertindo e esbanjando alegria e carinho pelas crianças que encontra; quando, de sorriso nos lábios, já com os últimos sacos de compras nas mãos,  ao som das melodiosas músicas alusivas à quadra, distribuímos os nossos desejos de "Feliz Natal" a quem se cruza connosco, sejam eles amigos, conhecidos,  vizinhos ...... 
Depois... gosto muito da noite da Consoada! De sentir a união familiar que, nesta altura, - pode parecer estranho - tem, para mim, um sabor diferente! Amo estar à conversa  junto à lareira quentinha e  crepitante... Gosto de sair de casa para ir à Missa do Galo! Gosto de contemplar e partilhar a alegria do meu neto ao ver o Pai Natal entrar com um saco pela sala adentro  e não reconhecer que afinal o Pai Natal é "o avô ou a mamã, disfarçados" :) . Foi assim com o Vi nos seus primeiros dois anos de vida, vamos ver como será este ano em que a família já conta com mais um rebento, o bebé Mimi!
E vou gostar de  explicar ao meu neto mais velhinho o verdadeiro sentido do Natal através da vertente lúdica e mágica do mesmo!
Para que tudo resulte na perfeição e para melhor poder receber todos os que amo, começo neste preciso momento a pensar na decoração cá de casa!! 
Deixo estes desabafos... :) e algumas dicas de decorações alusivas à quadra que nos podem servir de  motivação e inspiração para outras tão simples e bonitas quanto estas!
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Foto: Natal...Na CozinhaFoto: Natal ...Na Cozinha
Foto: Natal...Na Cozinha
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A traição!




 Há já alguns dias que ando a "remoer" esta temática. Tinha de escrever uns desabafos sobre "traição".
Todos sabemos que a traição é "um prato" que está na ordem do dia... No momento do casamento, os nubentes, imbuídos de paixão, juram fidelidade eterna aos parceiros/as.
Então porque motivo essas juras - bem sei que não se deve generalizar - caem por terra com tanta facilidade e rapidez??
 
- Será que os parceiros traem pelo simples prazer de trair na certeza de que não serão descobertos, logo não há problema...?
- Será por insegurança? E que o facto de se sentirem lisonjeados,  atraentes, desejados - fora de  portas -  lhes aumenta ou devolve a auto estima e auto confiança perdidas?
- Será para fugirem ao tédio do casamento e se sentirem vivos e compensados... como que para colmatar a frustração de não se sentirem felizes?
- Ou será porque os parceiros perante a dificuldade de se aceitarem  nas suas diferenças, se fecham no seu casulo  deixando morrer o diálogo, recusando-se a manter viva a chama da relação?

Muito mau quando  não percebem que  o relacionamento se está a desgastar e ambos - ou um deles - se acomodam nas rotinas e convivência diária ignorando que  o casamento é uma relação que precisa de ser alimentada, caso contrário fica ameaçada e acaba por morrer.
 
Em suma, é minha convicção que a traição só acontece  porque alguma coisa está errada na relação, embora nada  justifique que se traia.  Tão pouco os instintos do ser humano, que podem e devem ser controlados. Quantas vezes não damos connosco a controlar/ reprimir determinados "apetites"?
 
Traição dói... Muito difícil e angustiante para o parceiro que se sente traído! Muito difícil também readquirir a confiança perdida. Mas não impossível reconstruir a relação, que terá de ser  pautada em novos moldes de funcionamento e ter como base um diálogo franco e atitudes transparentes.
 
Penso, porém, que perante tentativas de reconciliação goradas,  o melhor mesmo é interiorizar  que vale a pena aceitar o fim da relação, olhar em frente, deixar o passado no devido lugar e tentar ser feliz de novo. 
Não será, porventura, fácil, mas acredito que será o melhor para os parceiros e até para os filhos, se os houver!