segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Isto é amor...


Diria que os filhos são um bocado de nós, um bocado?... Não, são sim uma grande parte!!
Os netos, por sua vez, são o melhor  e o mais doce presente que, dos filhos,  podemos receber.  É o que verdadeiramente sinto!
Como em quase todos os dias da semana, também hoje, passei pela escolinha a buscar o mais velhinho (4 anos de idade) para o almoço cá em casa.
Depois de um caloroso abraço e  daquele terno sorriso que quase me deixou a derreter, iniciámos o nosso habitual diálogo. Pois... que o Vi não é menino de ficar calado durante muito tempo... Um bom tagarela tal qual a sua avó!...

Eu - Então, como correu hoje a escolinha?
Ele - Muito bem, avó! Sabes, fiz assim um gigante muito grande... deste tamanho (em bicos de pés, braços levantados e bem esticados tentou que eu percebesse bem a dimensão da sua obra...)
Eu - Queres mostrar à avó o gigante que desenhaste?
Ele - Avó... (esboçando um sorriso)... eu não desenhei um gigante, eu construí um gigante  com muitas  peças. Depois... não o queria desmanchar, mas... as peças caíram...
Eu - Ok Vi, não há problema! Constróis outro, quando te apetecer...  Podemos agora falar da tua nova professora. O que te parece?  (ainda não tive o prazer de conhecer a educadora do Vi porque, por falhas do sistema, só agora - meados de Novembro -  foi aqui colocada).
Ele - Sim, avó. É gira! Gosto da minha professora!
Eu - Diz-me mais coisas sobre ela...
Ele - Avó, não sei... é... é...assim magra como a avó! (o meu neto acha que sou magra,  que bom....)
Eu - Queres que a avó te ajude? A avó pergunta e tu respondes, pode ser?
Ele - Sim, avó...
(...)
O diálogo continuou com mais perguntas, cujas respostas denotam o quanto o Vi está bem integrado na vida escolar. O seu sorriso rasgado e a sua pronta resposta à última pergunta que lhe fiz, suportam a minha teoria.
Eu - Gostas da tua escolinha?
Ele - GOSTO MUITOOOOOOOOOOOO!! ( que sorriso feliz!)

Esta conversa interativa,  avó-neto, pode parecer - e será, naturalmente, - um lugar comum. Na verdade, demonstra que estamos, tão somente,  perante o que, em termos de educação, é desejável para qualquer criança - um percurso saudável a nível de desenvolvimento como pessoa.

Mas... pergunto-me se esta não será  razão mais do que suficiente para que me sinta uma avó feliz e abençoada?! E não é que me sinto mesmo!?