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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Neste Natal...

 vou oferecer livros às minhas crianças!!

A motivação cabe aos professores, aos pais e...aos avós!
Criança que lê, será um adulto que pensa!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"Dentro do Segredo"


 
Acabo de ler "Dentro do Segredo" de José Luís Peixoto. De entre as obras do autor, esta é a primeira que leio. Como andava há algum tempo   para o fazer, criei, no entretanto, altas expetativas que,  por tão altas,  me saíram um tudo ou nada goradas. Não obstante, gostei do que li. E confirmei tudo o que  passava - e passa - na minha cabeça acerca do país, a Coreia do Norte. Uma sociedade muito fechada, ao que se sabe a mais fechada do mundo... Um pais coberto por absoluto isolamento.
 
Peixoto participou na mais longa viagem que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos e teve o privilégio de assistir às exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim-Il-sung, em Pyongyang, a maior cidade e capital da Coreia do Norte. Passou ainda por todos os pontos  simbólicos do país e do regime, e  também por alguns lugares e cidades que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.
 
Gostei da forma simples e fluida como Peixoto descreve as inúmeras e variadíssimas situações que vivenciou "dentro da ditadura mais repressiva do mundo!", "dentro do segredo."  Vou voltar a ler Peixoto.
RECOMENDO!

domingo, 7 de abril de 2013

"Os Pilares da Terra"

 
 
Há muito que andava para ler este romance. Fi-lo agora e... amei. Uma autêntica obra-prima da autoria de Ken Follet. De leitura fácil e muito absorvente...
Trata-se de um livro de ficção histórica, cujo romance se desenrola na Inglaterra do século XII e tem como pano de fundo a guerra civil.
Muito resumidamente, pode dizer-se que esta é uma longa e brilhante história acerca da construção de uma Catedral que dá vida  à Europa medieval em toda a sua amplitude.
Vamos encontrando, ao longo da mesma, um colorido mosaico de personagens ambiciosas, cruéis, sensuais, eróticas, inteligentes..., que se cruzam ao longo de gerações  cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes.
Em suma, uma história de aventuras com todos os ingredientes - amor, ambição, corrupção, suspense... - que fazem dela uma história especial e diferente. 
 


quinta-feira, 4 de abril de 2013

"O amor é difícil"

capa_O amor é dificil.jpg

Esta é a capa do novo livro de Helena Sacadura Cabral que estará nas bancas já no final deste mês. Retirei esta informação do blog da autora, fio de prumo , que sigo com atenção, e que podemos consultar aqui

Gosto muito do que escreve, do seu sentido de humor..., da sua postura na vida. Por tudo isto... e porque gosto de ler, vou comprar o livro e, decerto, deleitar-me com a leitura do mesmo.





domingo, 24 de março de 2013

"Alta Definição - Verdade do Olhar"


Foi em Fevereiro, talvez em meados de Fevereiro! Entrei numa das lojas da FNAC e comprei este livro da autoria de Daniel Oliveira "Alta Definição - A Verdade do Olhar". 
Li-o num ápice. Diria que me entrosei na leitura desde o primeiro momento. O que nem sempre acontece com os outros livros que leio. Nele são retratadas na 1.ª pessoa  histórias de vidas muito interessantes, algumas mesmo empolgantes. São entrevistas íntimas, conduzidas por Daniel Oliveira, a personalidades relevantes e carismáticas da nossa praça, no fundo pessoas como nós, com problemas idênticos aos nossos, mas com grandes experiências de vida, porventura vivências diferentes das nossas...

Deixo aqui alguns testemunhos que, de certa forma, me deixaram a pensar, pela maneira inteligente como Daniel Oliveira conduziu as entrevistas e a naturalidade/simplicidade/riqueza humana das  respostas dos entrevistados.
Eis  como Miguel Sousa Tavares fala sobre o casamento e a família:
- «(...) é importante não estar sozinho na vida (...), é importante receber e dar na medida do que se recebe, caminhar junto. É importante ter alguém que seja o nosso interlocutor... confidente permanente, que não está só para nos ouvir como está, também, para falar e para que nós o oiçamos.» 
Lida assim com a solidão: 
 - «Eu não sou, de forma alguma, uma pessoa com medo de estar sozinho. Agora acho que, melhor que a solidão, é estar bem acompanhado. Pior que tudo é a solidão acompanhada, é a coisa pior que existe na vida. Conheço tanta gente que vive nisso anos a fio, porque não têm coragem de quebrar (...) não têm a felicidade de estarem acompanhadas nem o grande desafio da solidão (...) estão a perder a vida mesmo».

Helena Sacadura Cabral, que muito admiro, quando D.O. se refere à sua espontânea gargalhada  diz:
- «...Eu sou uma pessoa bem disposta, acho que a vida é uma dádiva e, portanto, é aproveitar enquanto a temos».
À pergunta "O que é que uma mulher deve ser?", HSC responde objetivamente:
- «Exatamente o mesmo q um homem., com a diferença q não pensa, não atua, nem reage da mesma forma. (...) Não quero ser distinguida, nem beneficiada, nem maltratada pelo meu género, quero ter iguais oportunidades (...) de resto, não quero ser igual aos homens, adoro ser mulher. (...) Acho prazeiroso ter um filho na barriga nove meses. É tão bonito! (...) É uma altura de bem estar, de bem.fazer.»

Margarida Carpinteiro, à pergunta de D.O. "A Margarida diz que aqueles que sofrem estão à margem da sociedade. Essa margem é cada vez mais distante da vida quotidiana?", responde:
- « (...) Antigamente ouvia dizer assim: Ai, uma pessoa vai a Nova Yorque, cai uma pessoa no chão, nem se preocupam! Nós aqui estamos quase lá. Os velhos que estão há nove anos mortos em casa não é o que me mais me  preocupa, porque isso pode acontecer. Preocupa-me é quando eles estão vivos... Não estou a perceber muito bem porque é que estão tão preocupados em prolongar a vida aos velhos, se depois não lhes ligam nenhuma. Isto é político. O que é que querem fazer conosco? O que é isto? Pensem. Ou então deixem-nos morrer. Não prolonguem se não têm capacidade para  dar uma pensão de reforma decente... se não têm capacidade para lhes dar o mínimo de alegria, o mínimo de vigilância à sua saúde mental, física, de higiene, de tudo, deixem as pessoas em paz.»

O conhecido ator Rogério Samora, quando abordado por Daniel Oliveira relativamente à sua avó, por quem foi criado, diz:
- «Ficaram muitos conselhos... Eu acho que a educação que a minha avó me deu foi essencial para a minha formação. Dizer "obrigado",... abrir a porta a uma senhora, dar o lugar a uma grávida, gratificar um motorista de táxi, dizer "faz favor", "bom dia". "boa tarde", boa noite"... Regras básicas de educação, não é? Acho eu!» 
Sobre a morte prematura da mãe e da avó:
- «Acho que não as amei suficientemente em vida. (...) Porque eu percebi que, depois de a minha mãe ter morrido e da minha avó ter morrido,  não as amei suficientemente em vida, que andei demasiado preocupado comigo, que fui egoísta, que pensei demasiado em mim. Entendes? Ambas morreram antes do prazo, antes do tempo, antes do dia. E quando morreram eu percebi :"Oh, deviam ter estado mais tempo. Agora  que eu ia começar a dar-lhes beijinhos, agora que eu ia começar a amá-las foram-se embora.»

Quando Daniel Oliveira confronta Ana Zanatti com uma das suas frases:  "A Ana diz que o medo é destruidor do progresso", comenta: 
- «O medo impede-nos de fazer aquilo que há de mais importante, que é a nossa verdade, de sermos verdadeiros, de sermos sinceros e, muitas vezes, não somos capazes de ser porque temos medo do julgamento dos outros, ou porque temos medo que nos retirem o poder... daqui ou dali. O medo leva-nos a destruir os outros, leva-nos à destruição, muitas vezes, leva-nos à violência, leva-nos à guerra. O medo não está de mãos dadas com o progresso, não está de mãos dadas com o avanço.»

Por fim, DO passou de entrevistador a entrevistado. Coube a Clara de Sousa vestir a roupagem de entrevistadora. Quando o confrontou com o que é público relativamente à sua infância,e lhe perguntou: "Como é que uma criança sobrevive ao facto de perder os pais para a droga?",DO respondeu: 
- « O facto de de ser muito bem acompanhado pelos avós, pelas tias, pela prima. E pelo facto de os próprios pais serem um exemplo, ainda que por motivos não benignos, do que não fazer. Eu tinha mais perto do que qualquer outro miúdo o caminho pelo qual eu não devia seguir, e isso fez-me não ter qualquer tipo de curiosidade em relação a esse mundo, e também porque os conselhos dos meus pais, apesar dos apesares, foram sempre muito conscientes, ainda que muitas vezes os atos não tivessem adesão com as palavras, eles foram sempre muito conscientes nos avisos e na precaução que me incutiram em relação àquele mundo. Eu não cresci com  nenhum outro termo de comparação. Aquela era a minha vida, portanto era com aquela vida que eu tinha de crescer. »
CS: - Neste momento, Daniel, estás preocupado com o futuro? Isto, sem , obviamente, conotações político-partidárias, mas de que forma é que essa preocupação ocupa a tua vida?
- «Ocupa, porque eu acho que nós ainda não tivemos a perceção geral do que aí vem. Acho que as prioridades estão deturpadas. A prioridade máxima tem de ser, para mim, a saúde das pessoas e a sua condição básica e digna de vida. Não estou a falar deste governo, ou do anterior, ou do que quer que seja, não está a ser acautelado, as pessoas são um número sempre. Se há vinte pessoas em lista de espera no hospital para ter uma operação, são vinte pessoas, é uma coisa vaga, não são a Maria, o Daniel, a Clara, não são as histórias de vida dessas pessoas, isso está esquecido, e a prioridade máxima devia ser as pessoas. Não vejo que o país tenha solução se a consciência não mudar sobre o que deve ser feito.»

Também acredito que sim, que as consciências têm de mudar, caso contrário este país não mais sairá do marasmo em que se encontra.
"Alta Definição - Verdade do Olhar" - um livro de leitura fácil, sentidas histórias de vida... Espero que estes excertos vos despertem o interesse, que o leiam e que se divirtam... Eu li, devorei... e gostei! 






terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"O amor é outra coisa"


Não é, de todo, a minha escritora de eleição, mas gostei de ler este livro que recebi como presente de natal "O amor é outra coisa" , última obra de Margarida Rebelo Pinto, a autora portuguesa mais lida no nosso país.
De leitura fácil,  e porque aborda um tema universal e muito aliciante - o amor/ relações amorosas -  consegue prender  do início ao fim, especialmente se a leitora é uma romântica, como já deixei perceber que sou.

Deixo alguns dos excertos que mais me tocaram:
"Quando somos mais novos, acreditamos que, ao longo da vida, iremos cruzar-nos com várias pessoas com quem vamos viver grandes histórias de amor. Confundimos atracção com paixão, paixão com tesão, prazer com apego, apego com amor. O amor é outra coisa e só o tempo nos ensina a descobri-lo, quando percebemos que a matéria de que é feito o verdadeiro amor é  trabalho, tempo, dedicação e construção. Às vezes temos sorte, outras vezes, azar; às vezes somos nós que damos pontapés na sorte e deixamos fugir aqueles que mais amávamos e nos faziam felizes. Mas quando, por qualquer razão, a vida nos obriga a parar e a fazer balanço, já é tarde..."

"A vida é para ser agarrada de corpo e alma, senão foge-nos para sempre. (...) Há dois caminhos na vida: a liberdade para aqueles que arriscam, ou a prisão para aqueles que se acomodam."
 
"Todos temos direito à felicidade. Apenas precisamos de encontrar o caminho certo que nos guie até aos nossos sonhos. E depois segui-lo, sem olhar para trás."

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Recomendo...


Sentada na esplanada onde habitualmente tomei o meu café matinal - o de hoje foi o último - ao longo destas longas férias de verão, acabo de ler, com alguma emoção, uma deliciosa e empolgante história - de amor, sacrifício, traição e coragem - narrada no livro Luz Efémera, o último da trilogia Langani, escrito em parceria pelas irmãs Quenianas Bárbara e Stephanie Keating, cuja leitura recomendo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

"Um fogo eterno"

Da autoria das irmãs Bárbara e Stephanie Keating, "Um fogo eterno", 2.º volume de uma Trilogia (Langani), é um livro envolvente e apaixonante, extraordinariamente bem escrito, de leitura fácil, que nos prende do princípio ao fim.
Muito resumidamente,  o romance desenrola-se no Quénia e tem como principais personagens três meninas de meios sociais muito diferentes que, durante a sua infância, se tornam amigas de sangue.
Sara Makay (irlandesa), Hanna van der Beer (africânder) e Camila (britânica), juram que nada nem ninguém quebrará o laço que as une. Porém, os seus sonhos são postos à prova perante as muitas adversidades da vida. E naquela fazenda Langani, várias peripécias acontecem, desde o casamento de Hanna, passando por uma luta constante  para preservar a sua memória naquela fazenda de familia, alvo de ataques violentos que ameaçam a sua vida, a de sua filha e marido, à morte de seu irmão Piet, noivo de Sarah, assassinado não se sabe por quem. Este perturbante segredo  paira sobre elas e tem que ser desvendado...

"Irmãs de Sangue", "Um Fogo Eterno", e "Luz Efémera" (que vou hoje começar a ler) são livros cuja leitura assenta que nem uma luva em quem, como eu, carrega há muito uma imensa vontade e curiosidade de conhecer a exótica África do sol quente, da ressequida terra vermelha, das características fragrâncias, dos inconfundíveis sons da natureza, das místicas tribos, das suas manadas de animais selvagens na savana árida, dos safaris...
Em suma, uma apaixonante saga que me fez sentir numa extraordinária viagem por essa África que, segundo alguns relatos, deixa saudades e vontade de lá voltar a quem a visita pela primeira vez ou... a quem lá viveu!

"Ler "Um fogo eterno" é como estar sentado numa varanda com um gin tónico na mão a contemplar o pôr do sol em África"  (The Times)