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sábado, 4 de agosto de 2018

Deixo-te rosas...

Passou mais um ano e a saudade continua a crescer.
Repito-me quando digo que gostaria de te ter por perto, que me fazes muita falta... mas é o que verdadeiramente sinto e tu sabe-lo.
Tantas saudades tuas, do teu carinho, das tuas palavras, dos teus conselhos, do teu apoio, dos teus telefonemas diários... Ainda que geograficamente distantes,  fomos - somos, seremos sempre, se isso é  possível - dois irmãos muito próximos.
A nossa mãe sobreviveu, a custo, à tua precoce e dolorosa partida e por cá continua, se bem que a acusar o peso dos seus respeitosos 90 anos. Contudo, ainda é  dona de uma luz e força interior grandiosas e contagiantes que, em muito, me ajudam a aceitar a tua ausência ... porém, a sua gasta fisionomia e o seu ar cansado, também me deixam preocupada e triste.

"Porque permite Deus que as mães partam um dia? Mãe deveria ser eternidade..."

Desculpa o desabafo, mano! Sei que me compreendes e que, onde quer que estejas, estás a zelar por nós, a quem, não obstante a tua grande vontade de viver, deixaste repentinamente.

Descansa em paz, meu querido! Até ao nosso reencontro...


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Há dias assim...


Se eu fosse uma mulher de pressentimentos, não teria saído à rua, hoje, por duas boas razões, que passo a descrever: 
Ficar em casa a convalescer de uma  gripe absurda, que apanhei por demasiada exposição solar, misturada com este frio "alentejano" -  ao qual não consigo habituar-me, por muito que me esforce -  e, em simultâneo, evitar o rebentamento do pneu traseiro do lado direito do meu carro. 
Mas... e como aconteceu? Boa pergunta!...
Circulava eu calmamente ao volante do mesmo pela marginal cá do burgo, quando me deparei, a alguns metros abaixo da  Câmara Municipal, com um cãozito que se propunha atravessar a estreita estrada/rua. Perante a inesperada aparição, desviei o carro ligeiramente para o lado direito e... truz! Um estrondo! Um susto!...
Ainda que em velocidade moderada, o pneu, ao roçar num dos minúsculos delineadores de guia - que pretendem demarcar a estrada dos respectivos passeios/bermas -,  rebentou e fez "PUM" , assustando quem estava por perto a trabalhar e  quem se encontrava no interior dos edifícios. 
Se já não gostava daqueles horríveis  delineadores, popularmente conhecidos como "patas de cavalo", agora passei à fase do "quase ódio", sentimento que abomino. Não tenho dúvidas de que são, ao mínimo descuido, um autêntico atentado/perigo para  quem conduz. Até mesmo para quem anda a pé.
A julgar pelo  que tenho ouvido de muitos populares que aqui residem e pelo apoio que senti hoje, aquando deste meu acidente, parece haver um consenso quase geral, a nível da população, de que os mesmos em  nada beneficiam a cidade e/ou os seus habitantes.

Espero que o Novo Executivo Camarário encontre, tão rápido quanto possível, a solução ideal para acabar de vez com  o incómodo e  desagrado que os ditos delineadores provocam nos automobilistas e transeuntes que no dia a dia precisam de passar por ali.
A rua e respectivas "patas de cavalo"
O pneu ficou assim...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PESADELO!

Era bem mais nova! Os meus filhos viviam a fase da adolescência. Passou-se, se a memória não me trai, na sua viagem de finalistas do 12.º ano. E não me perguntem porquê, eles seguiam, juntos, no mesmo autocarro. O que  seria pouco viável dado que têm quase três anos de diferença. Não obstante, neste meu perturbador sonho, viajavam rumo a Espanha, o país para onde, ainda hoje, os finalistas continuam a viajar no final do secundário -12.º ano - e onde muitas coisas boas - e outras muito tristes - continuam a acontecer.
Ouvi, juro... que ouvi o telemóvel a tocar e de  seguida  uma voz que, do  lado de lá, me dizia: Fala da GNR, para a avisar de que houve um acidente com  o autocarro em que os seus filhos seguiam...  tenha calma, não fique assim,... ainda não sabemos o nome das vítimas, mas estamos a pôr os pais mais ou menos a par do sucedido...

Ainda a dormir, entrei em pânico, completamente! Não queria acreditar, quando, de repente acordo assustada,  muito confusa e com algumas dúvidas em relação ao que me estava a acontecer. Seria ficção ou realidade!? Só  passado algum tempo me apercebi de que acabava de sair de um ENORME PESADELO.

HORRÍVEL! Não mais consegui adormecer e a vontade que tive foi de telefonar para as minhas crias - que já não vivem cá em casa - a saber se estava tudo bem. Todavia, o bom senso falou mais alto e não me deixou que tomasse tal atitude. Em boa hora... caso contrário iria instalar o pânico em mais duas pessoas que dormiam tranquilamente.

E vá lá saber-se o que passa pela mente das pessoas para que estas coisas aconteçam durante o sono !?
 
Espero, a bem da minha sanidade mental, que com este desabafo o pesado pesadelo - passo a  redundância - seja exorcizado.







sábado, 1 de dezembro de 2012

Estados de alma...

Muitas vezes, quando estou sozinha em casa e com as tarefas mais ou menos em dia, sento-me em frente ao computador para tentar afastar o tédio.
 
E aqui  estou mais uma vez... para dizer/ escrever o quê??... Que a minha vida continua uma luta constante. Há dias - o de hoje é um deles - em que, quase sem dar por isso, continuo a censurar-me  por ser quem sou e por lutar por aquilo que quero. Quem me dera  houvesse uma maneira de fazer o que preciso de fazer, sem desiludir quem amo. Não consigo moldar-me o suficiente para deixar toda a gente feliz. Queria ser egoísta ao ponto de pensar mais em mim, esquecendo um pouco os que me rodeiam, mas não consigo, de todo!!

Restam os meus desabafos, que  não sou mulher de guardar a sete chaves o que me vai na alma! Enfim... dias cinzentos, não obstante os luminosos raios solares com que fomos brindados hoje, logo pela manhã, e que, tendo em conta a limpidez do céu, irão manter-se ao  longo de todo o dia.




Quero acreditar que... o amanhã  será diferente, para melhor!!







domingo, 25 de novembro de 2012

Ai vou, vou...

Revoltada, para não dizer zangada, é como me sinto hoje! Pode voltar a acontecer, lá isso pode! Só que não vou ficar em casa  a remoer. Vou tomar uma atitude, ai vou, vou...
 
Apetecia-me peixe fresco ao almoço, porque gosto e porque pensei que o meu filho - que está cá de fim de semana - também iria gostar, dado  que durante a semana, a almoçar fora   todos os dias, alimenta-se mais de carne do que de peixe.
 
E aí vou eu... a uma grande superfície à procura de pescada fresca. Eis que encontro o peixe fresco que preciso - pensei -  precisamente na banca onde compro habitualmente.  Observei, examinei... e nada me fez pensar que não estivesse em condições. Bem sei que não sou exímia nestas coisas de perceber se o peixe é fresco - ou não -, só se tiver mesmo muito mau aspeto, o que não era o caso. 
 
Dirijo-me à senhora que está atrás da banca, faço o pedido, peço o favor de verificar se está em bom estado, até acrescento que é para o meu filho - que a dita também conhece -, ao que a senhora, depois de  pegar e observar  o peixe, me responde:
- Pode levar à confiança, muito boa esta pescada, muito rijinha!!...
 
Mete-a num saco plástico fechado, coloca o preço - à volta de 10 euros - e aí venho eu, muito ufana, cozinhar a pescadinha fresquinha.
 
Amigos, que horror! Ao abrir o saco não gostei do cheiro da mesma, mas pensei " não sejas esquisita, isto é pescada, um peixe sensível, dá-lhe sal e daqui a bocadinho vais ver que está ótima".
 
Foi o que fiz. E... continuei a não gostar do cheiro. "Volto atrás a reclamar, não volto...cozo-a, não a cozo??" - questionei-me.
 
Para, mais uma vez, dar  o benefício da dúvida à pescada - e a quem ma vendeu -  resolvi cozinhá-la. Bem, não há palavras... mole, mole e o tal cheiro pestilento de peixe de muitos, muitos dias... Estava pura e simplesmente estragada! Passo seguinte: balde do lixo com ela!
 
Ora bem, como é  possível, nos dias que correm, vender-se peixe - ou qualquer outro produto alimentar - que não está minimamente em condições de se consumir? Então a responsável pela banca não sabe o que está a vender!? Um verdadeiro atentado à saúde pública! E a ASAE por onde anda? Enfim... muito se poderia dizer!...
 
Amanhã volto lá para reclamar... e, desta vez, ficará apenas - se forem educados comigo - por uma reclamação verbal. Se houver uma próxima - espero bem que não - tomarei outras medidas, começando por  reclamar, por escrito, no livro de reclamações... obviamente!
 
Fica o desabafo... que, no mínimo, me ajudou a serenar os ânimos!!
 
Por onde anda a ASAE??


E a pescada fresca virou atum enlatado!
















 
 
 
 
                                       


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A pensar no Natal...

Fiz  hoje um esboço da lista   dos presentes e de quem vou contemplar nesta quadra natalícia. Não foi  tarefa fácil, dada a preocupação de ajustar cada presente ao perfil da pessoa a quem se destina, aliada ao facto de "não poder esticar-me muito" em termos de gastos...Os tempos vão difíceis! Foi decidido, cá em casa, que os adultos não irão ficar esquecidos, mas... a cada um deles caberá apenas uma prenda simbólica, para a qual estipulámos um valor - low cost.  O Natal é das crianças, logo, serão elas a merecer a nossa maior atenção. Mais importante do que o consumismo exacerbado que reveste esta quadra natalícia, será entrarmos todos no verdadeiro espírito da mesma e vivê-la em pleno, com paz e muito amor... Afinal estamos a festejar o nascimento de Jesus Cristo e esta é a Festa da Família! 
Tenho a certeza de que gostaria mais desta quadra sem o seu lado consumista!! Mas gosto do Natal! É um tempo mágico! Ainda que só me deixe envolver por essa magia depois de me sentir tocada por aquele clique especial e... único! Há algumas condições - algo difíceis de definir dada a sua subjectividade - que têm de estar reunidas, para que  me sinta envolvida pela mesma. Normalmente só acontece uns dias antes da festa: quando  saio à rua para as últimas compras e sinto aquele frio característico do tempo invernoso, que nos arrefece o corpo, assim como  o calor humano que, nesta época especial, cada um de nós irradia e nos aquece o coração e... a alma; quando o Pai Natal se passeia pelas ruas, divertindo e esbanjando alegria e carinho pelas crianças que encontra; quando, de sorriso nos lábios, já com os últimos sacos de compras nas mãos,  ao som das melodiosas músicas alusivas à quadra, distribuímos os nossos desejos de "Feliz Natal" a quem se cruza connosco, sejam eles amigos, conhecidos,  vizinhos ...... 
Depois... gosto muito da noite da Consoada! De sentir a união familiar que, nesta altura, - pode parecer estranho - tem, para mim, um sabor diferente! Amo estar à conversa  junto à lareira quentinha e  crepitante... Gosto de sair de casa para ir à Missa do Galo! Gosto de contemplar e partilhar a alegria do meu neto ao ver o Pai Natal entrar com um saco pela sala adentro  e não reconhecer que afinal o Pai Natal é "o avô ou a mamã, disfarçados" :) . Foi assim com o Vi nos seus primeiros dois anos de vida, vamos ver como será este ano em que a família já conta com mais um rebento, o bebé Mimi!
E vou gostar de  explicar ao meu neto mais velhinho o verdadeiro sentido do Natal através da vertente lúdica e mágica do mesmo!
Para que tudo resulte na perfeição e para melhor poder receber todos os que amo, começo neste preciso momento a pensar na decoração cá de casa!! 
Deixo estes desabafos... :) e algumas dicas de decorações alusivas à quadra que nos podem servir de  motivação e inspiração para outras tão simples e bonitas quanto estas!
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Foto: Natal...Na CozinhaFoto: Natal ...Na Cozinha
Foto: Natal...Na Cozinha
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sábado, 22 de setembro de 2012

Autumn...


CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
Cecília Meireles

Um bonito poema de Cecília Meireles sobre o outono (folha seca), que nos revela - mais coisa menos coisa -  a tristeza e deceção da autora pelo que não fez no passado... 
Não é difícil rever-me neste poema... este é o lado que escondo, (o menos bom...) Nem sempre o outro lado - o mais visível - é o que corresponde ao que verdadeiramente nos vai na alma!!


Interpelo-me nesta bonita  quadra da poeta:

"De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?"


São só  desabafos outonais...

Sorry !!!







sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um dia azul! #2

Mais um dia azul - assim o define a minha amiga M. - que, quanto a mim, foi mais rosa do que azul, visto que a maior parte do mesmo foi passado entre mulheres e as suas peculiares conversas, e onde os nossos homens não meteram o bedelho. Não que eles não gostassem de o fazer, mas tão só porque "não cabem" nestes programas - decisão que mereceu o consenso de todos os elementos...
Azul terá sido somente a parte da manhã. Explico: estava eu ainda no vale dos lençóis, quando toca o meu telemóvel para um convite que não pude rejeitar. Três amigos, ou melhor, duas amigas e um amigo que passavam de Lisboa para o Algarve, fizeram-me saltar da cama - fi-lo com um sorriso de orelha a orelha -  para, no fresquinho da manhã, tomarmos o pequeno almoço numa  esplanada à beira do Sado e aí matarmos saudades e  cavaquearmos um pouco. Foi para mim um prazer imenso esta sua visita, ainda que rápida! Prezo muito os meus amigos!
O resto do dia, terá então sido  rosa, dado que me juntei a um grupo de amigas para um pré- combinado primeiro almoço da rentrée.  Um almoço em tempo alargado onde desenferrujámos as   línguas - seis boas tagarelas - contando as peripécias das férias, assunto muito vasto que, obviamente, não esgotámos, pelo que decidimos que os mesmos terão  continuidade ao longo do ano. Todos sabemos que os temas de conversa entre mulheres são inesgotáveis... casa, filhos, netos, política, assuntos  do coração, o social, futilidades... nada nos escapa!!! Mas...como seres sociais e mulheres sociáveis que somos, vivemos estes encontros com intensidade, para além de que temos consciência de que os mesmos contribuem para o nosso bem estar.

E...encontrar, no regresso a casa, o meu neto V. à minha porta para uma visita à avó foi a cereja no topo do bolo. Depois de muitos beijinhos, abracinhos, miminhos e de alguma conversinha... adormeceu serenamente e dormiu durante todo o tempo que a avó precisou  para escrever estes desabafos. Muito disciplinado este meu neto! :-)

Que mais posso querer nesta altura da minha vida?? Continuar a ser otimista e acreditar que sou uma avó feliz... e uma mulher bafejada pela sorte! :-)