Se eu fosse uma mulher de pressentimentos, não teria saído à rua, hoje, por duas boas razões, que passo a descrever:
Ficar em casa a convalescer de uma gripe absurda, que apanhei por demasiada exposição solar, misturada com este frio "alentejano" - ao qual não consigo habituar-me, por muito que me esforce - e, em simultâneo, evitar o rebentamento do pneu traseiro do lado direito do meu carro.
Mas... e como aconteceu? Boa pergunta!...
Circulava eu calmamente ao volante do mesmo pela marginal cá do burgo, quando me deparei, a alguns metros abaixo da Câmara Municipal, com um cãozito que se propunha atravessar a estreita estrada/rua. Perante a inesperada aparição, desviei o carro ligeiramente para o lado direito e... truz! Um estrondo! Um susto!...
Ainda que em velocidade moderada, o pneu, ao roçar num dos minúsculos delineadores de guia - que pretendem demarcar a estrada dos respectivos passeios/bermas -, rebentou e fez "PUM" , assustando quem estava por perto a trabalhar e quem se encontrava no interior dos edifícios.
Se já não gostava daqueles horríveis delineadores, popularmente conhecidos como "patas de cavalo", agora passei à fase do "quase ódio", sentimento que abomino. Não tenho dúvidas de que são, ao mínimo descuido, um autêntico atentado/perigo para quem conduz. Até mesmo para quem anda a pé.
A julgar pelo que tenho ouvido de muitos populares que aqui residem e pelo apoio que senti hoje, aquando deste meu acidente, parece haver um consenso quase geral, a nível da população, de que os mesmos em nada beneficiam a cidade e/ou os seus habitantes.
Espero que o Novo Executivo Camarário encontre, tão rápido quanto possível, a solução ideal para acabar de vez com o incómodo e desagrado que os ditos delineadores provocam nos automobilistas e transeuntes que no dia a dia precisam de passar por ali.
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A rua e respectivas "patas de cavalo" |
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O pneu ficou assim... |
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