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sábado, 4 de agosto de 2018

Deixo-te rosas...

Passou mais um ano e a saudade continua a crescer.
Repito-me quando digo que gostaria de te ter por perto, que me fazes muita falta... mas é o que verdadeiramente sinto e tu sabe-lo.
Tantas saudades tuas, do teu carinho, das tuas palavras, dos teus conselhos, do teu apoio, dos teus telefonemas diários... Ainda que geograficamente distantes,  fomos - somos, seremos sempre, se isso é  possível - dois irmãos muito próximos.
A nossa mãe sobreviveu, a custo, à tua precoce e dolorosa partida e por cá continua, se bem que a acusar o peso dos seus respeitosos 90 anos. Contudo, ainda é  dona de uma luz e força interior grandiosas e contagiantes que, em muito, me ajudam a aceitar a tua ausência ... porém, a sua gasta fisionomia e o seu ar cansado, também me deixam preocupada e triste.

"Porque permite Deus que as mães partam um dia? Mãe deveria ser eternidade..."

Desculpa o desabafo, mano! Sei que me compreendes e que, onde quer que estejas, estás a zelar por nós, a quem, não obstante a tua grande vontade de viver, deixaste repentinamente.

Descansa em paz, meu querido! Até ao nosso reencontro...


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Saudades de ti...

O tempo ajuda, é um facto! Mas não  se esquece... nunca. E há dias  em que a saudade aperta. Em que lembramos mais. Hoje foi um dia desses. De lembrar! De pensar em como seria se cá  estivesse!
De imaginar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade por poder celebrar, hoje mesmo, mais um ano de vida, com a família que orgulhosamente ajudou a construir.
Recordo com muita emoção, nesta noite que já vai longa, a sua enorme vontade de viver, brutalmente interrompida por essa maldita doença, que sem dó nem piedade, o levou para sempre, deixando no coração de quem o ama, um vazio que jamais será preenchido.

Descansa em paz, mano! Não me lembro se alguma vez te disse, mas se o disse,  repito que te estou eternamente grata por teres sido sempre tão generoso comigo!...

Reencontrar-nos-emos um dia! Só Deus sabe quando! Até lá, meu querido!



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Há dias assim!

Hoje mesmo, ou seja, ontem, dado que a meia-noite já lá vai, fui  surpreendida por um telefonema de um bonito e simpático jovem que me anunciava - quase  em jeito de pedido - a sua visita. Nada me fazia prever este contacto telefónico, tão pouco o nosso reencontro cá em casa, nem as emoções que, de imediato,  senti e continuo a sentir ao ponto de me apetecer muito escrever sobre o assunto e não encontrar as palavras adequadas para o fazer.
Fiquei feliz e orgulhosa dele! Vinha em trabalho a Lisboa. E conversámos... conversámos imenso, aproveitando ao máximo o tempo reduzido de que dispunhamos. O seu sentido de responsabilidade, aqueles olhos maravilhosos, azuis, a sua simpatia e o seu sorriso contagiante deixaram-me derretida.
O meu sobrinho continua a crescer, não obstante a partida prematura do pai. Quero e preciso  acreditar que por algum motivo, que desconheço, Deus permitiu que partisse. Onde quer que esteja, tenho a certeza de que terá sempre os olhos postos no filho amado e de que o ajudará na sua caminhada pela vida.
Nós - os que cá ficaram - vamos estar atentos e dar-lhe todo o apoio no sentido de que o seu caminho seja a FELICIDADE!

Há dias assim... em que a SAUDADE aperta, forte, o nosso coração! Descansa em paz, MANO!




quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O tempo tudo traz e tudo leva...

Uma casa esquecida. Velha e desabitada. Sem cor, sem brilho. Sem alma! Sem vida!...
Uma lanterna acesa pressupõe que a luz do dia vai dar lugar à noite... O céu alaranjado, indica o outono...
Que significado poderá ter uma casa que já perdeu a beleza, meio degradada, quase a ruir (perguntarão)?
Compreendo!  Porém, para quem a conhece tão bem quanto eu, e para quem, como eu, aqui vivenciou - na infância e adolescência - experiências memoráveis, esta velha moradia, tal como a vila onde está implantada, tem, para mim, um significado do tamanho do mundo.
Era, para aquela época, uma fabulosa casa de férias, que acolhia frequentemente os seus proprietários, gente bonita e interessante, com quem tive o prazer de privar. Um convívio saudável entre todos, especialmente entre os mais jovens, que se repetia ano após ano e fazia as delícias daquele saudável grupo de amigos nos longos e quentes dias de verão.
Só que o tempo está constantemente em mutação e, se tudo traz,  tudo leva.
As pessoas "vão"... as boas lembranças ficam. E estas, como muitas outras, perdurarão para sempre   num cantinho da máquina que comanda o meu pulsar.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Saudade!


 
 
Saudade? Sinto de quem partiu para nunca mais voltar. E só quem a sente a conhece verdadeiramente...
 
Temos de partir todos, um dia, eu sei! Mas foi difícil, muito difícil, aceitar a sua partida assim tão repentina, ainda tão novo.  Mais novo do que eu, o que prova que a idade é apenas e só um número. Pela ordem natural dos factos, teria sido eu a partir, ou a nossa mãe... que tão estoicamente sobreviveu a esta tão dura prova. 
 
Quis Deus??, ou a vida, que assim acontecesse, num dia 5 de Agosto, e nós, volvidos 12 anos, continuamos a nossa luta diária com este vazio nos nossos corações.
 
Garanto que se a saudade matasse - não mata mesmo! - eu já teria partido!
 
Descansa em paz, MANO! De ti guardo muitas e gratas lembranças! Obrigada pelo extraordinário ser humano que sempre foste! 
 
Saudade 
 
 O que será... não sei... procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.

Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe - tão longe! - de minhas redes tranquilas.

Saudade... Oiça, vizinho, sabe o significado
desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...
Pablo Neruda, in "Crepusculário"

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Faria anos hoje...


Se ainda estivesse entre nós, faria anos hoje. Porém, quis Deus  privar-me da presença física daquele que foi o meu único irmão, permitindo a sua prematura partida para o Reino dos Céus. Já lá vão 11 anos, embora me pareça que foi ontem... Partiu deixando no meu coração e no de todos os que o amaram, e continuam a amar, um vazio imenso, que jamais será preenchido!

Todavia, chorar a sua morte após todos estes anos, deixou de fazer sentido para mim, porque quero acreditar que não morreu, foi apenas viver para outro lado. Partiu fisicamente, as saudades são imensas, mas o seu coração ficou guardado dentro do meu coração e no de todos os que o amam. Continuo a senti-lo perto de mim, continuo a sentir que podemos sempre conversar - conversamos muito - e sei que, esteja onde estiver, irá continuar a apoiar-me incondicionalmente, como sempre fez. Preciso muito dele e ele sabe, já sabia quando partiu!...
 
Descansa em paz, mano! Partiremos todos... um dia. Só Deus sabe  quando. Acredito no nosso reencontro. Até lá!!
Saudade tem rosto, nome e sobrenome.
Saudade tem cheiro, tem gosto.
Saudade é a vontade que não passa.
É a ausência que incomoda.
Saudade é a prova de que
tudo valeu a pena.
Lu Oliveira

 






 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Chuva e mais chuva! Brrrr..

O dia está triste, para não dizer péssimo! Chuva, chuva e mais chuva! Brrrrrrrr..... que escuridão, que desconsolo!!! Continuo à espera que o inverno se vá... e dê lugar à primavera, para a receber de braços abertos!!... E viver cada dia, cada minuto, cada segundo como se fossem os últimos da minha vida. Começo já a fazer planos! Que saudades!!!
Não fossem os meus pimpolhos, que tanto me preenchem os tempos mortos e quase me fazem desmanchar a rir,  tudo seria diferente, para  pior, claro!! Vou agora receber o Vi - regressado da escolinha - e vai ser decerto  uma bela tarde passada a dois!
Vamos lanchar, brincar, mimar e... conversar, pois que esta de já ter uma namorada está a deixar-me  "preocupada"... e boquiaberta... ;))*
Ontem à hora do almoço, teve esse desabafo à mesa, acrescentando  que é bonita e se chama M.!! E mais não disse, provavelmente  porque não achou piada à minha sonora e talvez "inadequada" gargalhada. :))
Hoje já voltou a falar da namorada... mas  o tempo não foi suficiente para explorar o assunto!
Vou fazê-lo agora, que ele acaba de chegar!! Depois conto...

 
E como o rapazinho gosta do computador!!
 


sábado, 22 de setembro de 2012

Autumn...


CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
Cecília Meireles

Um bonito poema de Cecília Meireles sobre o outono (folha seca), que nos revela - mais coisa menos coisa -  a tristeza e deceção da autora pelo que não fez no passado... 
Não é difícil rever-me neste poema... este é o lado que escondo, (o menos bom...) Nem sempre o outro lado - o mais visível - é o que corresponde ao que verdadeiramente nos vai na alma!!


Interpelo-me nesta bonita  quadra da poeta:

"De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?"


São só  desabafos outonais...

Sorry !!!







quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fé e... afectos



 
 
O andor de N. Sr.ª da Encarnação de Porches, devidamente enfeitado, saiu à rua na procissão da festa/romaria do primeiro domingo do mês de Setembro, como sempre acontece todos os anos por esta altura.
Marquei presença, física e espiritual  e, assim como a maioria dos fiéis, percorri -  orando e cantando à N. Senhora - as ruas engalanadas com bonitas e coloridas colchas penduradas nas janelas, como manda a tradição.
Terminada a procissão, e depois de um bonito sermão alusivo à Virgem Mãe, a festa continuou pela noite dentro - a festa pagã, claro está! - Aí, senti a alegria do reencontro com velhos amigos com quem não privava há muitos anos. Foi uma divertida noite de confraternização!
 
E porque em final de férias - parto amanhã - queimei os últimos cartuchos com duas outras velhas amigas que não via desde a última visita que generosamente me fizeram nesta minha casa de férias, no verão de 2010.
Foi um maravilhoso reencontro! Conversámos que nos desunhámos - ainda que tenhamos deixado pendentes muitos temas de conversa -  rimos, sorrimos, almoçámos em amena cavaqueira relembrando e revivendo os bons e velhos tempos que passámos juntas enquanto adolescentes e estudantes... e passeámos por Faro e pela bonita e simpática vila de S. Brás de Alportel, que só agora tive a oportunidade de conhecer.  Foi muito, muitoooo bom mesmo !!
 
Não tenho dúvidas de que as amizades construídas durante a juventude são as mais sinceras e verdadeiras. Nestas, a competição não tem lugar contrariamente ao que acontece, salvo as devidas exceções, com as que se constroem na idade adulta, especialmente entre  mulheres. Bicho mulher é muito competitivo, cada uma quer ser ou estar melhor do que a outra!! :(
 
Um grande obrigada às minhas amigas L. e I. pela maneira simpática e calorosa como  me receberam! Obrigada por terem ousado um dia, há muitos anos atrás, ser minhas amigas e por continuarem a ter-me no rol das suas amizades. Ainda que os nossos contactos sejam apenas esporádicos e fugazes, são muito intensos e com muita qualidade o que, obviamente, me faz feliz!
 
E assim, com a alma cheia e o espírito rejuvenescido, termino estas minhas saborosas férias e regresso ao meu principal porto de abrigo, do qual já tenho saudades :)) E dos meus pimpolhos - netos - também!! :))
                                                   Vista panorâmica de S. Brás de Alportel
 
 
  
 
 
 
 

sábado, 4 de agosto de 2012

Saudades!

Saudades de ti, mano, que tão cedo partiste desta vida que tanto amavas,  para nunca mais voltares. E já lá vão tantos anos!! Porém, quando as pessoas se amam, e nós amávamo-nos muito, não há nada -nem a famigerada morte -  que as faça sair do nosso pensamento e das nossas vidas. Continuas muito presente na minha memória, mano! Hoje, talvez  mais presente do que em dias anteriores! Porque faz  precisamente 11 anos que, embora não falando - já não tinhas forças para o fazer - trocámos os últimos olhares, que jamais esquecerei.
Quero só dizer-te, e espero que me compreendas, que não tem sido fácil viver sem ti, tens-me feito muita falta e continuas a fazer, especialmente nesta fase da minha vida. Mas estejas tu onde estiveres, eu sei que estás a interceder não só  por aquele que foi o teu filho tão desejado e de quem tão cedo te separaste, mas também por mim, e por todos os que amaste na tua vida terrena.
Descansa em paz, mano!! Encontrar-nos-emos um dia, só Deus saberá quando...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Somos felizes assim!

Preparo-me para receber os meus netos que já me anunciaram que vêm passar o fim de semana cá abaixo!
Nunca mais chega a hora de os abraçar. Estou cheiinha de saudades. Quinze dias sem a sua presença física é demais para mim...
Já fiz um bolo, comprei gelados, os sumos a gosto do Vicente,  decidi o que vou oferecer-lhes de jantar... e tenho uns presentinhos que lhes trouxe do passeio pela Catalunha. Prevejo os olhos brilhantes de curiosidade do Vicente e o ar ternurento do Mia.  
Estrago-os com mimos?  Nem por isso! Quem não gosta de ser mimado, de vez em quando? Com bom senso consegue-se o equilíbrio.
Somos felizes assim! É tão bom sentirmo-nos amados!! 
E é assim que a minha vida vai fluindo. Doutra forma não faria sentido!



Não são lindos, os pimpolhos? :)*

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ói Primavera!

Que tempo este Deus meu! Primavera, só mesmo no calendário :(
Um dia frio, cinzento... com ténues ameaças de chuva... num mês de Abril que se encontra na sua reta final.
Por muito boa vontade que tenha, por muito que saiba que a ausência da chuva pressupõe seca e, consequentemente, o pagamento por parte das entidades competentes, de subsídios aos agricultores prejudicados, - a tróika não se deve compadecer - tenho de confessar que detesto este tempo, acho mesmo que me deprime! Por isso, e porque da seca já não nos livramos, que o SOL volte a raiar e que a envergonhada PRIMAVERA regresse rapidamente! SAUDADES!!