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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Feliz Dia dos Avós!






Já não tenho avós a quem desejar um Feliz Dia! Já partiram. Decerto para um bom lugar. De todos - avó materna e avós paternos - guardo uma boa imagem e recordação. Ainda que a avó preferida fosse a  materna. Por nenhum motivo especial. Vivendo nós em casas distintas mas muito próximas, e sendo ela um ser humano maravilhoso e uma avó extraordinária, não se podia esperar outra coisa que não uma relação e interação maravilhosas entre ambas (avó e neta).
 
Obviamente que, muito daquilo que hoje sou, devo aos meus pais,  a esta avó com quem privei mais de perto e muito me ensinou e, naturalmente, aos meus avós paternos. Agradeço a Deus por ter tido a sorte e a felicidade de ser acompanhada por eles até me fazer mulher. Não me considerando uma  saudosista, recordo-os... com saudade!
 
Correndo atrás do tempo,  passei de neta a mãe e num ápice de mãe a avó. Não  sabia que este patamar - o de avó -  era assim tão maravilhoso!...Tendo sido neta de  AVÓS ESPECIAIS, que me passaram os valores essenciais e ajudaram na minha formação como mulher, tenho o dever moral de ser, também eu, uma boa avó. E... modéstia à parte, acho que sou mesmo! Esforço-me nesse sentido, pelo menos...! Daqui por uns aninhos os meus netos dirão de sua justiça.
 
Neste Dia dos Avós - que devia ser todos os dias - recebi deles o presente mais maravilhoso: a sua presença imbuída de amor, carinho, sorrisos e as traquinices próprias da idade.
Brincaram muito, riram, sorriram e foram felizes! E EU TAMBÉM!
 
Agora,  dormem um soninho tranquilo, aqui bem pertinho de mim, enquanto eu, sem sono, mas com o coração a transbordar de alegria e de amor por eles, dito estes sentidos desabafos para esta máquina que tenho à frente e que quase me "hipnotiza"  tanto quanto os  pimpolhos que me ajudam a fazer a vida valer mais a pena! :)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

E agora o que lhes faço?

Estas foram algumas das amêndoas que restaram! Se não se estragassem, ficariam para a Páscoa do próximo ano. Assim sendo, terei de as despachar - comer, quero eu dizer - porque "mais vale fazer mal que estragar". É mais ou menos isto o  que diz o provérbio, não é ?? Todavia, este foi sempre, mas sempre, o meu lema... Motivo pelo qual passei de trinca espinhas a uma mulher bem nutrida... :))
O Domingo de Páscoa foi alegremente celebrado cá em casa, em família. A família nuclear. A que me dá ânimo e forças para continuar nesta curta e por vezes íngreme caminhada da vida.
O dia, lá fora, esteve péssimo. Choveu a cântaros... entornava. Mas das portas para dentro foi o idílio! Foi muito bom ver, sentir e comungar da felicidade  da família reunida, particularmente a dos membros mais novos da mesma! Perceber que posso dar o meu contributo para que cresçam harmoniosamente, deixa-me com vontade de pedir a Jesus ressuscitado que continue a ajudar-me  a ajudar! 


sexta-feira, 29 de março de 2013

Será para mim... um dia memorável!

 
O meu neto Mimi completou o seu primeiro ano de vida no primeiro dia do mês que ora decorre, Março. Muitas tentativas fez para conseguir encontrar o equilíbrio e a segurança que lhe permitissem caminhar sem ajuda. Ontem ainda não o fazia... 2, 3 passinhos eram mais que suficientes para perder o equilíbrio e... era vê-lo de novo "de rabo" no chão.
Hoje decididamente começou a andar! Fê-lo após o almoço e... cá em casa, para grande alegria minha. Não podia ter escolhido melhor dia para o fazer, Sexta Feira Santa, dia do calendário litúrgico com grande significado para os cristãos.
Estou feliz e orgulhosa! Esta será mais uma data a guardar no baú das minhas recordações!
PARABÉNS meu amor! Que Jesus te proteja e ajude em todas as caminhadas da tua vida!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Olá Primavera!

A Primavera chegou discreta, como que envergonhada! O tão desejado sol ora aparece sorrindo, ora se esconde num céu ainda um pouco cinzento. Não obstante um tempo um tanto atípico, a Primavera está aí! O seu Equinócio aconteceu hoje, Quarta-feira, dia 20 de Março às 11h 02m.
E como eu gosto da bela e doce Primavera!... É, das quatro, a minha preferida! Desperta em mim  alegria e  bem estar, convida-me a viver a vida com mais intensidade... Amo a natureza  na sua bela   profusão de cores e sons. Sinto-me tocada pelos diferentes perfumes que são libertados pela mesma. Pelos aromas característicos. Pelo céu azul e pela luminosidade do sol deste nosso país. Pelos olhares sorridentes dos meus amigos e de quem se cruza comigo na rua.   Pela brisa que convida as crianças para as brincadeiras de rua.  Pelas caminhadas nos verdejantes campos e... na praia juntinho ao mar. Pela interação que estabeleço com as  plantas e flores do meu quintal.
Enfim... gosto dos prazeres que a Primavera proporciona! E da sua magia!
 
Flores do meu jardim...
   

 
 
 
Partilho este vídeo da grande e sempre saudosa Amália Rodrigues, numa interpretação do "Fado Primavera"
 
 
 

 
 
 
 





sábado, 9 de março de 2013

Adeus gripe...

Mais um sábado de Março que  lá vai e que vivi de forma muito tranquila, como convém, dado que acabo de "mandar à vida" a maior gripe que alguma vez  me conseguiu agarrar...Foi-se, finalmente, e com ela a febre, mas não sem antes deixar umas desagradáveis dores musculares  nas minhas pernocas, sequela que nunca me houvera atormentado em gripes anteriores e que, na noite passada, me perturbou imenso, tanto... que só consegui adormecer quando já passavam alguns minutos das 5 da manhã. Mas isso já não interessa nada... já passou, e este meu sábado desenrolou-se de forma agradável, felizmente. 
Pela manhã, fiz uma pequena caminhada com o intuito de desentorpecer as pernas e espalhar as dores, algures por aí - é que estive desde sábado da semana anterior ao  sábado de hoje aqui enfiada em casa, eu que tanto gosto de dar as minhas voltinhas.... espairecer, sair, passear!!!... - Tão farta estava que  este meu passeio matinal até me soube a pouco.
Entretanto regressei para o almoço cá em casa, em família, onde não faltaram os pimpolhos do meu coração... que não se cansaram de me mimar e de me alegrar. Conversámos, brincámos, rimos, sorrimos... e fomos felizes! Tão felizes que... já não há, por aqui, mais espaço para gripes nem para as as suas sequelas...


 
Como complemento de sobremesa do almoço, a avó sentou-se na sala com os netos encostados ao seu regaço e descascou as nozes que eles haviam de saborear. Estes momentos tornaram-se quase um ritual cá em casa... a sala sem o pote das nozes não teria decerto o mesmo sabor para o Vi.  E o  rebento mais novo já vai pelo mesmo caminho!...
 
Que bom que é vê-los crescer harmoniosamente e sentir que posso dar o meu contributo!!



sexta-feira, 8 de março de 2013

Seja Feliz!



Ainda que não me sinta muito virada para este tipo de comemorações coletivas, desejo a todas as mulheres um DIA Muito Feliz, assim como desejo que o sejam em todos os outros dias das suas vidas. Sintam-se especiais neste 8 de Março de 2013 mas... celebrem a vida todos os dias!!

Em nome da minha amizade, aqui  vos deixo este colorido ramo de frésias!!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tempo de festa...

CARNAVAL! Festa pagã que não aprecio. Nunca apreciei. Nem mesmo enquanto criança ou jovem. Não acho piada às brincadeiras que lhe estão associadas. Detesto - sempre detestei - as tais bombinhas de mau cheiro, já para não falar dos ovos e da farinha que, num passado recente, as pessoas atiravam umas às outras - felizmente hoje já não é tão usual.  Para quê? Para brincarem ou para se agredirem?? Até as bisnagas de água - mais inofensivas - acho também um disparate e, de certa forma, um acto de cobardia, na medida em que disparam água para molhar o outro e depois fogem e/ou escondem-se...
Quando muito posso apreciar uma boa fantasia carnavalesca, resultante de uma fértil imaginação, e com algum significado. Contudo,  ainda que me considere uma pessoa sociável, alegre, bem disposta e de sorriso fácil, não consigo, nunca consegui imaginar-me fantasiada. Se alguma vez, me tivesse passado pela cabeça enveredar por uma carreira ligada ao teatro, não seria, com toda a certeza, uma boa actriz!! Sempre igual a mim mesma, durante todo o ano, nada de sair da "minha carapaça". Timidez ou falta de jeito?? - Talvez um pouco de cada...
Sabe-se Deus os sacrifícios que fiz para, nalguns Carnavais da minha vida,  usar um ou outro adereço na cabeça  - o último, se bem me recordo, terá sido umas penas de aves - ou na lapela, a fim de acompanhar os meus alunos em pequenos desfiles pelas ruas da cidade. E eles sabiam, brincavam comigo e provocavam-me, os marotos... Recordo ainda as cobras de plástico que os mesmos, de vez em quando, à socapa,  deixavam no tampo da cadeira onde eu havia de me sentar, só para  ouvirem o meu sibilante grito... e se divertirem, claro!! Detesto tudo o que tenha a ver com  rastejantes, mas daqueles momentos - confesso - sinto alguma nostalgia!!
Perante todo este parlapié, já fiz perceber que não sendo eu uma pessoa virada para as brincadeiras de carnaval, respeito quem gosta de o fazer desde que se esforcem no sentido da não colisão com a liberdade dos outros..  É, provavelmente, uma boa maneira de descansar, das pessoas saírem para a rua, de se divertirem um pouco e aliviar o já habitual e "pernicioso" stress de que toda ou quase toda a gente padece.

E, claro, que como avó babada que sou e porque adoro crianças, achei o máximo ver os meus netos fantasiados e felizes - um de Robin dos Bosques, o outro de elefantezinho - a caminho da escolinha  onde, num saudável e alegre convívio, desenvolveram actividades   que, decerto, os ajudará no seu processo de socialização e, consequentemente, no seu crescimento enquanto pessoas!!
 
E como deve ter sido agradável para as crianças observarem e explorarem os diversos "disfarces" dos coleguinhas e amigos! Na verdade, correspondem a belas imagens de cor, felicidade e fantasia...


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"O amor é outra coisa"


Não é, de todo, a minha escritora de eleição, mas gostei de ler este livro que recebi como presente de natal "O amor é outra coisa" , última obra de Margarida Rebelo Pinto, a autora portuguesa mais lida no nosso país.
De leitura fácil,  e porque aborda um tema universal e muito aliciante - o amor/ relações amorosas -  consegue prender  do início ao fim, especialmente se a leitora é uma romântica, como já deixei perceber que sou.

Deixo alguns dos excertos que mais me tocaram:
"Quando somos mais novos, acreditamos que, ao longo da vida, iremos cruzar-nos com várias pessoas com quem vamos viver grandes histórias de amor. Confundimos atracção com paixão, paixão com tesão, prazer com apego, apego com amor. O amor é outra coisa e só o tempo nos ensina a descobri-lo, quando percebemos que a matéria de que é feito o verdadeiro amor é  trabalho, tempo, dedicação e construção. Às vezes temos sorte, outras vezes, azar; às vezes somos nós que damos pontapés na sorte e deixamos fugir aqueles que mais amávamos e nos faziam felizes. Mas quando, por qualquer razão, a vida nos obriga a parar e a fazer balanço, já é tarde..."

"A vida é para ser agarrada de corpo e alma, senão foge-nos para sempre. (...) Há dois caminhos na vida: a liberdade para aqueles que arriscam, ou a prisão para aqueles que se acomodam."
 
"Todos temos direito à felicidade. Apenas precisamos de encontrar o caminho certo que nos guie até aos nossos sonhos. E depois segui-lo, sem olhar para trás."

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Afetos!!

Quero escrever... mas as palavras não me ocorrem. Se há alturas em que não sinto dificuldades em me exprimir,  outras há - como neste preciso momento - em que não me é fácil definir os meus estados de alma. Serão, eventualmente, esses estados de alma que me apertam a garganta e impedem que as palavras fluam...
Tal como referi no post anterior, estive uns dias fora para recarregar baterias junto de amigos de infância e privar com a mulher que na terra, acredito, mais gostará de mim - a minha mãe. Foi muito bom, mas impunha-se o meu regresso, que aconteceu hoje.
À minha espera, tinha a outra mulher da minha vida - por quem nutro igualmente um amor imenso - que gentilmente, como boa filha,  me proporcionou um apetitoso jantar, em sua casa, no seio da família. Ao toque da campainha respondeu de imediato o meu neto V. que correu ligeiro até à porta, me recebeu de braços abertos e, de imediato, com um lindo e imenso sorriso, me perguntou:
- A avó já não vai embora, pois não?
Ainda não percebe, porque de tenra idade, o quanto aquela pergunta,  assim como toda a atenção que exigiu de mim nos momentos seguintes, me fizeram feliz. Ao colo da mãe encontrava-se o meu neto M, o mais novo, que nos seus 7 meses, também me recebeu com aquele já habitual sorriso rasgado que ternamente guardo no meu coração.  
Até há 3 anos atrás não me imaginava como avó, agora já não consigo imaginar-me sem os meus netos! São verdadeiramente deliciosos!  Gosto de "gritar ao mundo" o quanto os adoro :)) 
 
 


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A traição!




 Há já alguns dias que ando a "remoer" esta temática. Tinha de escrever uns desabafos sobre "traição".
Todos sabemos que a traição é "um prato" que está na ordem do dia... No momento do casamento, os nubentes, imbuídos de paixão, juram fidelidade eterna aos parceiros/as.
Então porque motivo essas juras - bem sei que não se deve generalizar - caem por terra com tanta facilidade e rapidez??
 
- Será que os parceiros traem pelo simples prazer de trair na certeza de que não serão descobertos, logo não há problema...?
- Será por insegurança? E que o facto de se sentirem lisonjeados,  atraentes, desejados - fora de  portas -  lhes aumenta ou devolve a auto estima e auto confiança perdidas?
- Será para fugirem ao tédio do casamento e se sentirem vivos e compensados... como que para colmatar a frustração de não se sentirem felizes?
- Ou será porque os parceiros perante a dificuldade de se aceitarem  nas suas diferenças, se fecham no seu casulo  deixando morrer o diálogo, recusando-se a manter viva a chama da relação?

Muito mau quando  não percebem que  o relacionamento se está a desgastar e ambos - ou um deles - se acomodam nas rotinas e convivência diária ignorando que  o casamento é uma relação que precisa de ser alimentada, caso contrário fica ameaçada e acaba por morrer.
 
Em suma, é minha convicção que a traição só acontece  porque alguma coisa está errada na relação, embora nada  justifique que se traia.  Tão pouco os instintos do ser humano, que podem e devem ser controlados. Quantas vezes não damos connosco a controlar/ reprimir determinados "apetites"?
 
Traição dói... Muito difícil e angustiante para o parceiro que se sente traído! Muito difícil também readquirir a confiança perdida. Mas não impossível reconstruir a relação, que terá de ser  pautada em novos moldes de funcionamento e ter como base um diálogo franco e atitudes transparentes.
 
Penso, porém, que perante tentativas de reconciliação goradas,  o melhor mesmo é interiorizar  que vale a pena aceitar o fim da relação, olhar em frente, deixar o passado no devido lugar e tentar ser feliz de novo. 
Não será, porventura, fácil, mas acredito que será o melhor para os parceiros e até para os filhos, se os houver!



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um dia azul! #2

Mais um dia azul - assim o define a minha amiga M. - que, quanto a mim, foi mais rosa do que azul, visto que a maior parte do mesmo foi passado entre mulheres e as suas peculiares conversas, e onde os nossos homens não meteram o bedelho. Não que eles não gostassem de o fazer, mas tão só porque "não cabem" nestes programas - decisão que mereceu o consenso de todos os elementos...
Azul terá sido somente a parte da manhã. Explico: estava eu ainda no vale dos lençóis, quando toca o meu telemóvel para um convite que não pude rejeitar. Três amigos, ou melhor, duas amigas e um amigo que passavam de Lisboa para o Algarve, fizeram-me saltar da cama - fi-lo com um sorriso de orelha a orelha -  para, no fresquinho da manhã, tomarmos o pequeno almoço numa  esplanada à beira do Sado e aí matarmos saudades e  cavaquearmos um pouco. Foi para mim um prazer imenso esta sua visita, ainda que rápida! Prezo muito os meus amigos!
O resto do dia, terá então sido  rosa, dado que me juntei a um grupo de amigas para um pré- combinado primeiro almoço da rentrée.  Um almoço em tempo alargado onde desenferrujámos as   línguas - seis boas tagarelas - contando as peripécias das férias, assunto muito vasto que, obviamente, não esgotámos, pelo que decidimos que os mesmos terão  continuidade ao longo do ano. Todos sabemos que os temas de conversa entre mulheres são inesgotáveis... casa, filhos, netos, política, assuntos  do coração, o social, futilidades... nada nos escapa!!! Mas...como seres sociais e mulheres sociáveis que somos, vivemos estes encontros com intensidade, para além de que temos consciência de que os mesmos contribuem para o nosso bem estar.

E...encontrar, no regresso a casa, o meu neto V. à minha porta para uma visita à avó foi a cereja no topo do bolo. Depois de muitos beijinhos, abracinhos, miminhos e de alguma conversinha... adormeceu serenamente e dormiu durante todo o tempo que a avó precisou  para escrever estes desabafos. Muito disciplinado este meu neto! :-)

Que mais posso querer nesta altura da minha vida?? Continuar a ser otimista e acreditar que sou uma avó feliz... e uma mulher bafejada pela sorte! :-)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fé e... afectos



 
 
O andor de N. Sr.ª da Encarnação de Porches, devidamente enfeitado, saiu à rua na procissão da festa/romaria do primeiro domingo do mês de Setembro, como sempre acontece todos os anos por esta altura.
Marquei presença, física e espiritual  e, assim como a maioria dos fiéis, percorri -  orando e cantando à N. Senhora - as ruas engalanadas com bonitas e coloridas colchas penduradas nas janelas, como manda a tradição.
Terminada a procissão, e depois de um bonito sermão alusivo à Virgem Mãe, a festa continuou pela noite dentro - a festa pagã, claro está! - Aí, senti a alegria do reencontro com velhos amigos com quem não privava há muitos anos. Foi uma divertida noite de confraternização!
 
E porque em final de férias - parto amanhã - queimei os últimos cartuchos com duas outras velhas amigas que não via desde a última visita que generosamente me fizeram nesta minha casa de férias, no verão de 2010.
Foi um maravilhoso reencontro! Conversámos que nos desunhámos - ainda que tenhamos deixado pendentes muitos temas de conversa -  rimos, sorrimos, almoçámos em amena cavaqueira relembrando e revivendo os bons e velhos tempos que passámos juntas enquanto adolescentes e estudantes... e passeámos por Faro e pela bonita e simpática vila de S. Brás de Alportel, que só agora tive a oportunidade de conhecer.  Foi muito, muitoooo bom mesmo !!
 
Não tenho dúvidas de que as amizades construídas durante a juventude são as mais sinceras e verdadeiras. Nestas, a competição não tem lugar contrariamente ao que acontece, salvo as devidas exceções, com as que se constroem na idade adulta, especialmente entre  mulheres. Bicho mulher é muito competitivo, cada uma quer ser ou estar melhor do que a outra!! :(
 
Um grande obrigada às minhas amigas L. e I. pela maneira simpática e calorosa como  me receberam! Obrigada por terem ousado um dia, há muitos anos atrás, ser minhas amigas e por continuarem a ter-me no rol das suas amizades. Ainda que os nossos contactos sejam apenas esporádicos e fugazes, são muito intensos e com muita qualidade o que, obviamente, me faz feliz!
 
E assim, com a alma cheia e o espírito rejuvenescido, termino estas minhas saborosas férias e regresso ao meu principal porto de abrigo, do qual já tenho saudades :)) E dos meus pimpolhos - netos - também!! :))
                                                   Vista panorâmica de S. Brás de Alportel
 
 
  
 
 
 
 

sábado, 25 de agosto de 2012

Sorrisos felizes!


 
Apresento dois dos muitos sorrisos felizes que o meu pimpolho Vi já fez para a câmara fotográfica! Está sempre preparado. Acha-se e é fotogénico! É o que se pretende, uma boa auto estima...
Logo que me vê com a máquina em posição de fotografar, também ele se põe em posição para a foto, não sem antes avisar:
- Vá avó agora, que eu já estou a fazer o sorriso feliz!
E o resultado é este que aqui podemos ver!!! :-))

domingo, 12 de agosto de 2012

Peripécias de uma avó!


Fiquei a tomar conta dos príncipes para dar oportunidade aos papás de um jantar com amigos  numa das muitas festas de Verão que se realizam por aqui nesta altura - hoje, em Vilamoura, suponho...
Para uma ajudinha, contei com a presença e a disponibilidade da minha mãe, bisavó das crianças.

Só filmado! Foi uma sinfonia! O Vicente, com o desgosto da mamã não o ter levado, balbuciou choramingando: "avó, quero o meu mamã", e pura e simplesmente não jantou - "avó, o Vicente não gosta da sopa" - a mesma que  ao almoço havia comido e adorado - "hum...que boa! O Vicente gosta muito da sopa da avó!"

No entretanto, o bebé Mia, ao colo da bisavó, desmanchou-se numa birra como nunca o vi fazer durante os seus curtos 5 meses de vida! A minha mãe, nos seus vetustos 84 anos, aguentou-se na maior - o rapazinho já deve pesar perto dos 7 quilos - e lá andou com ele de um lado para o outro cantarolando, enquanto eu me preparava para os levar a dar uma volta pela marginal para respirarmos o fresquinho da noite, já que as "temperaturas" cá em casa estavam muito "altas e agitadas"!!

Peguei neles e saí, porta fora, convicta de que os ânimos iriam serenar. E serenaram! O bebé Mia comodamente instalado no seu carrinho, que orgulhosamente empurrei durante a noite, acabou com a birrinha e sorriu, sorriu... muito bem disposto!! E nós, avó e bisavó, também sorrimos, de alívio, pois claro!!
 
Pensei para os meus botões: finalmente!... Irra que estava a ficar stressada...
Então disse para a minha mãe:
- Vamos andar por aqui um bom bocado, para que fiquem com sono e adormeçam assim que cheguem a casa.

Se bem pensei melhor o fiz! Andámos, andámos... o Vicente extremamente feliz deu duas voltinhas no "helicópto" (helicóptero), seguimos rumo ao parque infantil onde mais uma vez e, durante bastante tempo, o meu neto mais velho se deliciou e de onde, mesmo assim, não queria sair...
 
Dado o adiantado da hora e considerando que já deviam estar cansadinhos e prontos para o merecido descanso, convenci o Vi de que tínhamos de regressar a casa porque o mano estava a ficar com sono. Muito compreensivo e ternurento, obedeceu abandonando de imediato o aparelho onde se divertia, para se dirigir ao mano e fazer-lhe uma festinha no rosto.

Porém, a verdadeira serenata começava agora. O Mia, até então muito bem disposto, parecendo prever o regresso a casa, desata num choro tal, que mais parecia que alguém o estava a torturar! Não obstante o olhar indignado dos curiosos, insisti em mantê-lo dentro do carro até mais ou menos metade do percurso - o que rondou uns 10 minutos - mas nada de conseguir que o meu neto fechasse a "goela"... Então parei, dei-lhe colinho e aí, sim, calou-se e acalmou. E eu também, claro! Tão pequeninos e como sabem tão bem o que querem e do que gostam!!...

Então continuámos o percurso, eu com o bebé ao colo, a bisavó atrapalhadíssima a empurrar o devoluto mas sofisticado carro - do qual também não gosto nada, a minha carta de condução não me preparou para guiar aquelas "máquinas" - e o Vicente ao lado, cansadinho e eu a perceber que também ele queria o colinho que eu não podia dar, e a "balhó" (a bisavó) obviamente que também não. Afinal, ele é tão só um bebé um pouquinho mais crescido!! Como o compreendi...meu rico neto! Avós que se prezem, o que gostam mesmo é de ver os seus netos bem dispostos e felizes, não é??

Já no conforto do lar, depois de tratados e a dormirem nas suas caminhas,  revivemos os momentos, - eu e a bisavó - demos umas fortes gargalhadas e concluímos que estas cenas dariam um belo filme cómico!!

Mas uma coisa decididamente não faço mais: sair à noite com o Vicente e o Mia - netos que amo incondicionalmente - para o meio da multidão . Só mesmo com a companhia dos seus pais.

Agora dormem tranquilamente... e eu por aqui continuo mais acordada do que nunca com eles no meu coração!

Passo seguinte: espreitá-los, nas suas camas, para me certificar de que continuam num tranquilo soninho...

Só quem tem a felicidade de ser avó pode passar por idênticas peripécias e vivê-las com a intensidade com que eu as vivo :-))
































































































































segunda-feira, 2 de julho de 2012

Emoções...

Regressei feliz e com a sensação do dever cumprido. O meu neto António Maria tornou-se filho de Deus ao receber o primeiro sacramento, o Batismo. Encontra-se agora no ponto de partida da sua vida como cristão.
Comportou-se muito bem, o Mimi. Esteve muito recetivo... Não chorou durante a cerimónia! Nem mesmo quando o pároco derramou a água sobre a sua cabeça. A água que, no batismo, tal como a vela acesa, o óleo e a veste branca, tem a sua simbologia.
Muito resumidamente, registo para que não me esqueça de que, no sacramento do batismo, a água significa pureza e fonte de vida. O óleo simboliza a força do Espírito Santo na vida do batizando.
A vela acesa representa  o sinal da presença do Espírito Santo na vida do novo cristão e a luz da fé em Cristo. E a veste branca simboliza a pureza do corpo e da alma de quem está recebendo o batismo.

O Mimi foi batizado pelo Sr. Padre Beato, pároco da Igreja de Porches, no Algarve, o que muito me alegrou e... emocionou. Nutro um carinho especial por aquelas paragens, que, como já algumas vezes referenciei neste meu blog, correspondem às minhas origens.

Um obrigado à minha filha e ao meu genro por me terem "presenteado" com o batismo do seu segundo filho nesta Igreja que tão simpaticamente me acolheu nos meus tempos de menina e moça... tempos ali vividos que recordo sempre com carinho e... saudade.
Um obrigado especial ao pároco da minha aldeia/vila por tão gentilmente ter administrado, na data escolhida pelos pais,  o santo sacramento do batismo ao bebé António Maria.

MUITOS PARABÉNS AO MIMI E AOS SEUS PAPÁS!

A cerimónia

A igreja




Espaço onde foi servido o almoço

Em Armação de Pera

Menino Jesus
Vem me guardar
Eu sou pequenino
Ensina-me a rezar
               (António)



domingo, 3 de junho de 2012

A CUCA...


O Vi é um menino feliz. E passou a ser ainda mais feliz com a chegada da "CUCA" , hoje, cá a casa. Uma excitação! A Cuca faz as suas delícias!
- É tão fofinha a Cuca, não é avó?

A Cuca também ficou encantada com o Vicente. Tão encantada, que se fartou de "chorar" quando deu pela falta dele. Tive mesmo de ser eu a consolar a Cuca, ou não se calava mais...
Maravilhosa a relação que se estabelece entre as crianças e os animais de estimação!!


                           A CUCA é linda, e o Vicente uma ternurinha!! E eu... uma avó feliz!!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Diz-me a experiência de vida que...

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
quem não muda as marcas do supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e "os pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece,
e não respondendo quando lhe indagam o que sente.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar.

ESTEJAMOS VIVOS ENTÃO!!

(Pablo Neruda)

Gosto de Neruda e, particularmente, deste seu poema. Por isso, e para que não esqueça de que ainda tenho de concretizar alguns projetos, o partilho!
A vida flui, há que viver intensamente cada dia que passa como se fosse o último... porém, muitas vezes esquecemos!! Sei que nem sempre é fácil, os problemas batem-nos à porta e, quando não, somos nós a ir ao seu encontro.
Que tenhamos sempre a força suficiente para "virar a mesa" perante as adversidades!  É a nossa atitude perante as mesmas, que define a nossa vida! Que tenhamos a capacidade de mudar  sempre que necessário!!
Temos o direito de ser felizes!

NÃO QUERO, NÃO POSSO, NÃO VOU MORRER LENTAMENTE!...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sobre a amizade



Concordo plenamente com esta muito simples e breve definição de Amizade!! Ainda que esta imagem nos possa parecer muito ingénua e infantil...
Fico triste quando constato que, neste  nosso tempo, grande parte das amizades não são verdadeiras. Fico triste e perplexa quando  pessoas que se dizem amigas  se agridem umas às outras. E isto acontece, de facto! Especialmente entre mulheres...

As minhas vivências como ser social dizem-me que o egoísmo, a competição, o ciúme,  a necessidade de afirmação...são as principais razões que  originam divergências que, não raras vezes, conduzem ao afastamento entre os/as que se consideram amigos/as.

A amizade é uma relação que pressupõe o convívio entre pessoas com pontos de vista muitas vezes divergentes! O que é saudável... no mínimo, assim como os breves  e pontuais desentendimentos entre os amigos. Nada que um simples diálogo não possa resolver! Torna-se, porém, muito complicado quando as pessoas não aceitam o ponto de vista do seu par por considerarem que o seu é que é o verdadeiro. Muito complicado quando, por serem donos de personalidades muito fortes, entram facilmente em choque e  não são capazes ou, simplesmente,  recusam-se a parar para pensar.
Fico preocupada  e apreensiva com estas situações!! E questiono-me: será isto amizade? Tenho dúvidas... Talvez, nalguns casos, valha a pena um afastamento, nem que seja temporário, entre quem, em nome da amizade, assim se comporta.

A amizade pressupõe a união das pessoas, gerando alegria e bem estar.
Um amigo tem de ser sincero, atento, afetuoso... e tem de se preocupar com o bem estar do outro.
Um amigo que se preze sente-se feliz com a felicidade do seu amigo, sente alegria e bem estar por contribuir para essa felicidade.

Amizade é apoiar, é compreender, é defender, é aceitar, é perdoar, é respeitar, é... simplesmente AMAR!

PRESERVEMOS A AMIZADE!

Porque... "Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só!"
                                                                     (Amir klink)