domingo, 25 de novembro de 2012

Ai vou, vou...

Revoltada, para não dizer zangada, é como me sinto hoje! Pode voltar a acontecer, lá isso pode! Só que não vou ficar em casa  a remoer. Vou tomar uma atitude, ai vou, vou...
 
Apetecia-me peixe fresco ao almoço, porque gosto e porque pensei que o meu filho - que está cá de fim de semana - também iria gostar, dado  que durante a semana, a almoçar fora   todos os dias, alimenta-se mais de carne do que de peixe.
 
E aí vou eu... a uma grande superfície à procura de pescada fresca. Eis que encontro o peixe fresco que preciso - pensei -  precisamente na banca onde compro habitualmente.  Observei, examinei... e nada me fez pensar que não estivesse em condições. Bem sei que não sou exímia nestas coisas de perceber se o peixe é fresco - ou não -, só se tiver mesmo muito mau aspeto, o que não era o caso. 
 
Dirijo-me à senhora que está atrás da banca, faço o pedido, peço o favor de verificar se está em bom estado, até acrescento que é para o meu filho - que a dita também conhece -, ao que a senhora, depois de  pegar e observar  o peixe, me responde:
- Pode levar à confiança, muito boa esta pescada, muito rijinha!!...
 
Mete-a num saco plástico fechado, coloca o preço - à volta de 10 euros - e aí venho eu, muito ufana, cozinhar a pescadinha fresquinha.
 
Amigos, que horror! Ao abrir o saco não gostei do cheiro da mesma, mas pensei " não sejas esquisita, isto é pescada, um peixe sensível, dá-lhe sal e daqui a bocadinho vais ver que está ótima".
 
Foi o que fiz. E... continuei a não gostar do cheiro. "Volto atrás a reclamar, não volto...cozo-a, não a cozo??" - questionei-me.
 
Para, mais uma vez, dar  o benefício da dúvida à pescada - e a quem ma vendeu -  resolvi cozinhá-la. Bem, não há palavras... mole, mole e o tal cheiro pestilento de peixe de muitos, muitos dias... Estava pura e simplesmente estragada! Passo seguinte: balde do lixo com ela!
 
Ora bem, como é  possível, nos dias que correm, vender-se peixe - ou qualquer outro produto alimentar - que não está minimamente em condições de se consumir? Então a responsável pela banca não sabe o que está a vender!? Um verdadeiro atentado à saúde pública! E a ASAE por onde anda? Enfim... muito se poderia dizer!...
 
Amanhã volto lá para reclamar... e, desta vez, ficará apenas - se forem educados comigo - por uma reclamação verbal. Se houver uma próxima - espero bem que não - tomarei outras medidas, começando por  reclamar, por escrito, no livro de reclamações... obviamente!
 
Fica o desabafo... que, no mínimo, me ajudou a serenar os ânimos!!
 
Por onde anda a ASAE??


E a pescada fresca virou atum enlatado!