
É, no mínimo, confrangedor ver o Governo, que se especializou em malabarismos semânticos que são verdadeiros atentados à inteligência dos portugueses, argumentar que a medida não é um corte retroativo mas um "recálculo" do valor das pensões. É tanto um "recálculo" como o plano para a redução do número de funcionários públicos é uma "requalificação". Não há volta a dar: trata-se de um corte retroativo sobre os rendimentos dos mais vulneráveis de nós, que ignora um direito adquirido e viola o princípio fundamental da ignorância.
E o pior de tudo é saber que estes cortes travestidos de reforma de estado, além de não taparem o "buraco" nas contas, terão efeitos contraproducentes. O que mais revolta nos sacrifícios é, para lá da sua dureza, a sua inutilidade."
José Rodrigues
EDITOR DE POLÍTICA/ECONOMIA
Partilho este artigo de opinião porque concordo inteiramente com o que nele se diz. Com estes governantes não há mesmo volta a dar...
Só nos resta a esperança do que o Tribunal Constitucional chumbe a infeliz e despropositada medida!
Sem comentários:
Enviar um comentário