quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sobre papoilas

Numa das minhas já habituais caminhadas pelo campo deixei-me envolver pela beleza subtil das papoilas que bordejavam a estrada por onde passei.
Lembro-me de, nos meus tempos de menina e moça, ficar embevecida a observar as extensas searas de trigo, ainda muito verdes, salpicadas  de vibrantes e singelas papoilas vermelhas! Como nos tempos atuais  as searas de trigo escasseiam no nosso País - ou não as há -,  as célebres papoilas não se inibem de nascer nos sítios mais improváveis e, como tal, é muito fácil   encontrá-las aqui... e acolá... no campo, espalhando a sua beleza.

Fiquei a saber, através de uma pequena pesquisa, que a papoila,  uma das plantas mais antigas de que há conhecimento, é considerada pelos Ucranianos  como sendo o símbolo  do amor e da beleza.
Os Alemães consideram-na o símbolo da fertilidade.
Os Siberianos espalham papoilas nas pernas dos recém-casados, para que tenham uma família feliz e muitos filhos.
Mas na China, as papoilas estão relacionadas com crenças más.
Enfim... crenças!!

Não existem apenas papoilas vermelhas, também  há brancas - confesso que nunca as vi ao vivo.  Nos Himalaias também existem papoilas azuis com alguma abundância.
OK!...Azuis, brancas ou, de preferência, vermelhas, adoro as papoilas e a sua singeleza! Só não as ofereço porque murcham logo que são colhidas! Pelo mesmo motivo, não as uso para ornamentar a minha casa!
Mas do que não tenho dúvidas é de que os campos ficam lindos, na Primavera, ornamentados com papoilas!


                                          Gosto das coisas simples da vida!