domingo, 6 de maio de 2012

MÃE...



Capela de Nossa Senhora da Rocha, nas imediações de Armação de Pera

Estava a ficar saturada do mau tempo, da chuva, do frio, enfim... das rotinas a que este tempo nos conduz!
Rumei a Sul, até às origens! Muito bom mesmo!!
Esta zona da Senhora da Rocha é maravilhosa!

Decorre Domingo, 6 de Maio, DIA da MÃE, e por aqui respira-se bom tempo, como convém numa efeméride de tamanha dimensão.
Sinto-me uma sortuda! Como é bom o conforto familiar!... Senti-me hoje, simultaneamente filha mãe e avó. A todos dei (penso) e de todos recebi muito carinho!!!
A ti, MÃE, dedico esta bonita mensagem do poeta Augusto Branco:

Obrigado pelas conversas,
pela atenção,
pelos conselhos “infalíveis”,

pelo elogio que só vem de quem ama e,

principalmente,

por te importares comigo.
(Augusto Branco)

Sei que nem todas as mães tiveram um dia tão feliz quanto o meu, peço a Deus que lhes dê forças para que voltem a sorrir.
E a todas as mulheres em geral ( mães, filhas, avós...) dedico este poema de Carlos Drumond de Andrade:

PARA SEMPRE 
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
(Carlos Drummond de Andrade)

Na verdade, morrer acontece e muitas vezes só nos apercebemos que  amamos incondicionalmente as nossas mães no momento da derradeira separação!! MÃE NÃO MORRE NUNCA!